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China volta a entrar em águas de ilhas disputadas com Japão

Da Redação ·





Por Fabiano Maisonnave

PEQUIM, CHINA, 25 de outubro (Folhapress) - Quatro navios de patrulha chineses voltaram a entrar em águas em disputa administradas por Tóquio, afirmou hoje o governo japonês, em sinal de que a crise entre as duas maiores economias asiáticas, que já dura mais de um mês, está longe do fim.

No relato da Guarda Costeira japonesa, os navios chineses navegaram por "várias horas" a 22 km do arquipélago controlado por Tóquio, que o chama de Senkaku, mas reclamado por Pequim, onde as ilhas têm o nome de Diaoyu.

A presença dos navios levou a Chancelaria japonesa a enviar um "forte protesto" a Pequim. Em resposta, a China disse que os navios faziam uma operação de "rotina para "salvaguardar a soberania do país".

Navios chineses já haviam entrado em águas disputadas no mês passado, quando a crise se agravou. A nova incursão ocorre após um hiato de três semanas e mostra que houve poucos avanços nas conversas diplomáticas entre os dois países ocorridas na semana passada, em Xangai.

Ultranacionalista

A crise foi detonada no início de setembro, quando o governo japonês comprou o arquipélago de mãos privadas. A justificativa era evitar que as ilhas fossem adquiridas pelo governador ultranacionalista de Tóquio, Shintaro Ishihara.

Na quinta, Ishihara, 80, anunciou a formação de um novo partido nacional. "[O Japão] tem de parar de se curvar diante da vontade" da China, afirmou.

Entre as ideias defendidas por ele está a de que o Japão deve ter armas nucleares, o que implicaria renunciar à pacifista Constituição atual, redigida logo após a derrota na Segunda Guerra Mundial, quando o país estava sob ocupação americana.
 

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