Geral

Morador de rua suspeito de abusar de menina de 5 anos é indiciado

Da Redação ·





SÃO PAULO, SP, 24 de outubro (Folhapress) - A polícia indiciou um homem de 37 anos suspeito de ter estuprado uma menina de 5 anos em uma escola municipal da zona leste de São Paulo em agosto deste ano.

De acordo com a avó da vítima, o agressor foi reconhecido pela criança quando elas estavam a caminho de um mercado no último dia 3. A menina teria apontado para ele, um morador de rua, e afirmado que se tratava do "homem mal" da escola.

O abuso teria ocorrido no dia 10 de agosto na escola Professora Ana Marchione Salles, após a avó da criança deixá-la no colégio. Ao invés de ir direto para a sala de aula, a criança caminhou em direção ao parquinho sem que ninguém percebesse.

Mãe e avó notaram no final do dia ao chegarem em casa que havia sangue na calcinha da criança e retornaram a escola para perguntar o que havia acontecido.

Em depoimento à polícia, elas contaram que as funcionárias do local disseram que nada de anormal acontecera e ninguém percebeu atitudes diferentes da menina ou dos outros alunos.

Após encontrarem o homem na rua, a avó seguiu o suspeito e chamou a polícia, que o deteve. Ele prestou depoimento e negou que abusou da menina.

Segundo a polícia, o morador de rua foi liberado porque seu depoimento terminou na madrugada do dia 4 de outubro, data em que não poderia mais ser preso conforme a lei eleitoral, que só permite a prisão de suspeitos em flagrante.

Policiais ouviram professoras, funcionárias e a diretora da escola, que negaram a presença de alguém estranho no dia em que a criança teria sido abusada.

O laudo da perícia apontou um machucado no ânus da criança, que pode indicar "ato libidinoso", mas não descarta também a possibilidade de ter sido causado por um acidente.

Em nota, a DRE (Diretoria Regional de Educação) da Penha disse que "não foi oficialmente comunicada das recentes conclusões da polícia sobre episódio envolvendo aluna e informou que o caso está sendo apurado internamente".
 

continua após publicidade