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Envolvidos em ataque à jovem paquistanesa são presos, diz CNN

Da Redação ·





SÃO PAULO, SP, 24 de outubro (Folhapress) - Nove pessoas foram detidas hoje por envolvimento no ataque à jovem ativista paquistanesa Malala Yousafzai e o principal suspeito já foi identificado pela polícia paquistanesa, embora ainda não tenha sido localizado. As informações são da emissora americana CNN, que ouviu a polícia do Paquistão.

Malala Yousafzai, 15, foi baleada na cabeça e no ombro após um ataque reivindicado pelo Taleban quando saía da escola, no vale de Swat, no noroeste do país, no último dia 9. A região é um dos principais redutos dos talebans paquistaneses.

Para a polícia, o principal suspeito do ataque é Atta Ullah, 23, que faz um mestrado em química na cidade onde Malala foi atingida. A noiva, a mãe e o irmão de Ullah estão entre os detidos, junto a seis homens acusados de facilitarem o ataque.

A polícia do Paquistão não informou se Ullah estava na cena do crime e puxou o gatilho para disparar contra Malala ou se ele foi apenas o mentor intelectual da ação.

Jovem ativismo

A adolescente Malala Yousafzai ficou famosa quando, aos 11 anos, começou a denunciar abusos do Taleban, como incêndios em escolas de meninas e morte de opositores no vale de Swat.

Devido ao trabalho, a jovem recebeu prêmios diversos, incluindo o Prêmio Nacional da Paz, a honraria mais elevada do governo do Paquistão.

Após ser alvejada, Malala foi transferida para um hospital de Birmingham, no Reino Unido. Na última semana, a equipe médica responsável por cuidar dela disse que a menina já consegue se comunicar por notas escritas e também já tem forças para se levantar sozinha.

O Taleban paquistanês considera-a uma "espiã do Ocidente" e já prometeu tentar matá-la de novo, caso se recupere do ataque.
 

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