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Violência-Líbano - (Atualizada)

Da Redação ·

País confirma vinda de equipe do FBI para investigar atentado




SÃO PAULO, SP, 23 de outubro (Folhapress) - As autoridades libanesas confirmaram hoje que uma equipe do FBI (a polícia federal americana) deve chegar nos próximos dois dias para ajudar nas investigações do atentado de sexta-feira. A colaboração dos EUA foi acertada por meio de um telefonema no final de semana entre a secretária de Estado, Hillary Clinton, e o premiê libanês Najib Mikati.

A explosão de um carro-bomba matou o chefe da inteligência libanesa, general Wissam al Hassan, e serviu de estopim para confrontos violentos entre sunitas e xiitas, ramificações muçulmanas em conflito há anos no país.

Somente ontem sete pessoas morreram e dezenas ficaram feridos. Tropas do Exército foram mobilizadas e ocuparam as ruas das duas principais cidades do país (Beirute e Trípoli). Hoje, após quatro dias de violência, o cenário era bem mais calmo e não houve registro de incidentes graves.

Oposição ao Hizbollah

Al Hassan era um sunita (ramo majoritário da comunidade islâmica), que fazia oposição ao Hizbollah, grupo xiita (ramo minoritário) do Líbano, e com forte influência no atual governo.

O Hizbollah é acusado de apoiar secretamente as tropas oficiais sírias. Por esse motivo, alguns libaneses (bem como rebeldes sírios) chegaram a acusar Damasco de envolvimento no atentado que matou al Hassan, contrário a qualquer envolvimento na guerra civil do país vizinho.

Apesar das ruas mais tranquilas, o cenário político não havia se tornado menos tenso. Membros da oposição no Líbano repetiram hoje o pedido de afastamento do premiê Najib Mikati, justamente por seu alinhamento ao ditador Bashar Assad.
 

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