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Violência-Líbano - (Atualizada)

Da Redação ·

Confrontos deixam ao menos quatro mortos SÃO PAULO, SP, 22 de outubro (Folhapress) - Pelo menos quatro pessoas morreram e outras oito ficaram feridas hoje em confrontos entre sunitas e alauitas em um bairro de Trípoli, no norte do Líbano. A ação acontece em meio à escalada da violência no país, iniciada na sexta. Segundo fontes de segurança, as mortes ocorreram durante um tiroteio na divisão entre os bairros de Bab Tabbaneh, de maioria sunita, e Jabal Mohsen, dominado por alauitas. Neste ano, os moradores da região entraram em confrontos violentos outras vezes devido ao apoio dos alauitas ao regime do ditador sírio Bashar Assad e à oposição dos sunitas ao governo do país vizinho. A tensão entre os dois bairros voltou a aumentar após a morte do chefe de inteligência libanês, Wissam al Hassan, em um atentado na sexta (19) atribuído a grupos xiitas ligados ao Hizbollah. Devido à revolta, pelo menos 11 pessoas morreram nos últimos quatro dias em Trípoli. Os embaixadores no Líbano dos cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU (Organização das Nações Unidas) fizeram um apelo à estabilidade do país em visita ao presidente Michel Sleimane. "É vital que as instituições e a ação governamental se mantenham para assegurar a estabilidade, a segurança e a justiça no Líbano", destacaram os representantes de Estados Unidos, Reino Unido, França, China e Rússia. Exército As mortes acontecem no mesmo dia em que as Forças Armadas decidiram intervir em Beirute e outras cidades do país para diminuir o caos provocado pelos confrontos sectários. Houve tiroteios em algumas áreas, como o bairro sunita de Tarik Jadid, em Beirute. Os militares revistaram os moradores e prenderam alguns acusados de incentivar a rebelião. Em comunicado, o Exército informou que o país enfrenta um momento crítico e pediu cautela a políticos e à população. "Nós pedimos a todos os líderes políticos para que sejam cautelosos ao expressarem suas posições e opiniões", disse um comunicado do Exército, acrescentando que isto levaria a "medidas decisivas" para evitar o caos nas regiões de alta tensão. Devido ao atentado contra o chefe de segurança, os sunitas aumentaram a oposição contra o governo local, que é acusado de associação com o grupo radical xiita Hizbollah. Os confrontos sectários já haviam crescido devido ao conflito na vizinha Síria, em que partidários e contrários ao regime de Bashar Assad se enfrentaram em diferentes ocasiões durante o ano. As ações aconteciam em sua maioria em Trípoli, no norte do país, mas não haviam chegado à capital Beirute.  

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