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Explosão em Beirute mata policial e eleva temor de tensão sectária

Da Redação ·





SÃO PAULO, SP, 19 de outubro (Folhapress) - O chefe da inteligência libanesa, Wissam al Hassan, está entre os mortos deixados pela explosão de um grande carro-bomba, hoje, no centro de Beirute. A identificação eleva o temor de que o ataque tenha tido motivações políticas ligadas à crise na vizinha Síria e possa acirrar as tensões sectárias existentes dentro do próprio Líbano.

Foi o pior ataque à capital libanesa desde 2008.

Segundo fontes da agência de notícias Reuters, foi Hassan quem liderou uma investigação sobre uma recente tentativa de ataque a bomba que levou à prisão de um político libanês apoiador do ditador sírio, Bashar Assad. O confronto entre as forças leais ao ditador, um alauita ligado ao regime xiita iraniano, e rebeldes da maioria sunita já matou mais de 30 mil pessoas.

No Líbano, xiitas, sunitas e cristãos vivem sob tensão. O país passou por uma guerra civil de 1975 a 1990. Em 2005, as tensões se acirraram, com o assassinato do premiê Rafik al Hariri, sunita. O movimento Hizbollah foi acusado de realizar o atentado a Hariri e é, agora, acusado de apoiar, secretamente, as tropas sírias.

O ataque de hoje aconteceu na região da praça Sasin, um bairro de maioria cristã, na hora do rush. Pelo menos oito pessoas morreram e 78 ficaram feridas, segundo agência estatal de notícias, NNA. O impacto destruiu a sede do Partido Falange Cristã, que faz oposição ao regime sírio. Outros prédios e vários veículos também ficaram danificados.

O premiê Najib Mikati afirmou, em comunicado, que o governo tenta descobrir quem realizou o ataque e que os culpados serão punidos.

Na Síria, o ministro da Informação, Omran al Zohbi, foi a público condenar o que considerou "um atentado terrorista e covarde".

Em 2008, três pessoas foram mortas em Beirute em uma explosão realizada contra um carro da diplomacia dos EUA.
 

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