Geral

Delegada indiciou "Nardonis" por ter 100% de certeza

Da Redação ·
 Menina Isabella, de 5 anos, morreu no dia 29 de março de 2008
fonte: Google Imagens
Menina Isabella, de 5 anos, morreu no dia 29 de março de 2008

A delegada do 9.º Distrito Policial (DP), Renata Helena da Silva Pontes, afirmou hoje, em depoimento no Fórum de Santana, (zona norte da cidade de São Paulo) que já esteve em 136 locais de crime em sua carreira e que só indiciou Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá porque "tem 100% de certeza que eles cometeram o crime". A delegada foi a primeira a depor hoje no segundo dia do julgamento do casal acusado de matar Isabella, filha de Alexandre, no dia 29 de março de 2008.
 

continua após publicidade

No depoimento, o promotor Francisco Cembranelli pediu para que a delegada relatasse onde havia marcas de sangue visíveis no apartamento dos Nardonis. Ela respondeu que elas estavam na entrada do apartamento e no lençol do quarto dos filhos do casal O restante das manchas - encontradas no carro e perto do sofá - só foram visíveis com o uso de reagente químico.
 

A promotoria tem à disposição duas maquetes: uma do apartamento e uma do Edifício London, onde ocorreu o crime. Por enquanto, eles têm usado a maquete do apartamento no sexto andar para que a delegada relate como foi feito o trabalho lá dentro na época da investigação. Os jurados ficam em pé em seus lugares, observado a explicação da delegada. Além dela, mais três testemunhas estão previstas para serem ouvidas hoje.
 

continua após publicidade

CHEGADA DOS NARDONI - As escoltas de Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá, acusados de matar Isabella Nardoni em março de 2008, chegaram por volta das 8h30 ao Fórum. Assim como ontem, os veículos entraram pela parte lateral do prédio. Alexandre saiu do Centro de Detenção Provisória de Pinheiros e Anna Carolina, da Penitenciária Feminina do Carandiru, onde passaram a noite.
 

A menina Isabella, de 5 anos, morreu no dia 29 de março de 2008, em São Paulo, ao cair do 6º andar do Edifício London, onde moravam o pai e a madrasta. Defesa e acusação calculam que o julgamento deve durar de quatro a cinco dias. Os dois são acusados de homicídio triplamente qualificado por motivo torpe, meio cruel e impossibilidade de defesa da vítima. Eles alegam inocência.