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Opositor de Hugo Chávez é detido por conspiração

Da Redação ·
 Crítico do presidente Hugo Chávez, detido questionou as ações do governo contra o narcotráfico
fonte: AE
Crítico do presidente Hugo Chávez, detido questionou as ações do governo contra o narcotráfico

Oswaldo Alvarez Paz, ex-governador do Estado de Zulia, foi detido na segunda-feira, 22, na Venezuela acusado de "conspiração" e "instigação para delinquir". Crítico do presidente Hugo Chávez, Paz questionou as ações do governo contra o narcotráfico.

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Uma comissão do Serviço Bolivariano de Inteligência Nacional (Sebin) prendeu o ex-governador e ex-candidato presidencial em sua casa, no leste da capital, Caracas. Ele foi levado para a sede desse órgão policial, informou Omar Estacio, advogado do político.

O opositor foi preso a pedido de um tribunal da capital, disse Estacio. "Causa suspeita e consternação o emprego dos tribunais como ferramenta para constranger os opositores. É muito grave", afirmou o advogado em entrevista ao canal de televisão Globovisión. Estacio disse que o processo contra o ex-governador "é puramente político".

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Alvarez Paz afirmou esperar que o caso seja esclarecido. "Estou assumindo integralmente a responsabilidade pelas coisas que disse e pelas coisas que faço", disse o oposicionista. Alvarez Paz foi acusado em 19 de março, pela Promotoria Geral, por "conspiração, instigação pública para delinquir e informação falsa".

O político foi acusado por afirmações feitas no programa "Alô, Cidadão", da Globovisión. Alvarez Paz é investigado por declarar, em 8 de março, que "a Venezuela se converteu em centro de operações que facilita os negócios do narcotráfico".

Pena

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Caso seja considerado culpado por algum dos três delitos, o ex-candidato presidencial pelo partido democrata-cristão Copei pode ser condenado de 2 a 16 anos de prisão, informou a promotoria. Alvarez Paz afirma ser inocente e disse que "não trouxe informações novas" sobre o tema. Além disso, reafirmou seus comentários no programa.

O Ministério Público abriu investigação contra o oposicionista em 9 de março, a pedido dos deputados da situação Manuel Villalba e Pedro Lander, que o acusaram de instigar "o ódio contra as instituições e os habitantes do país". Villalba disse recentemente ao jornal El Universal que o dirigente opositor tentou vincular o Executivo com o narcotráfico.