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Chuva forte provoca transtornos no Estado

Da Redação ·

Por Daniel Cassol PORTO ALEGRE, RS, 18 de setembro (Folhapress) - A chuva forte que atinge o Rio Grande do Sul desde o fim de semana interditou rodovias e provocou HOJE transtornos no trânsito de Porto Alegre. A previsão é de que o tempo continue instável amanhã - com possibilidade de formação de um ciclone extratropical. Além da região metropolitana de Porto Alegre, as regiões central, leste, sul e campanha do Rio Grande do Sul foram as mais afetadas. Em Camaquã, às margens da lagoa dos Patos, o acumulado de chuva foi de 252 milímetros nos últimos três dias, segundo o Centro Estadual de Meteorologia (Cemet-RS). Santa Maria, na região central, teve 100 mm, e São Gabriel, na região da campanha, 128 mm. O sistema Metroclima, mantido pela prefeitura de Porto Alegre em parceria com a empresa Metsul Meteorologia, chegou a registrar 118,8 milímetros de chuva das 9h de ontem até as 9h de hoje. A média histórica mensal na capital gaúcha é de 139,5 milímetros. Rodovias Um dos principais transtornos no interior gaúcho foram os bloqueios de rodovias em razão de alagamentos e abertura de buracos. A BR-116, que liga Porto Alegre ao sul, teve o trânsito bloqueado em diversos pontos. Houve queda de barreira na rodovia em Barra do Ribeiro, a 60 quilômetros de Porto Alegre. De acordo com a concessionária Univias, o trânsito no local começou a ser liberado por volta das 15h. O Departamento Autônomo de Estradas de Rodagem (Daer) registrou bloqueios em pelo menos cinco pontos nas rodovias estaduais. A RS-122, entre São Vendelino e Farroupilha, na serra gaúcha, esteve interditada devido ao risco de deslizamentos, mas foi liberada pela manhã. Em Santa Maria, na região central, a prefeitura teve de distribuir lonas para moradores que tiveram suas casas destelhadas em três vilas da cidade. Uma escola estadual dispensou os alunos porque as salas de aula estavam alagadas. A Defesa Civil de Santa Cruz do Sul, a cerca de 160 quilômetros de Porto Alegre, alertou para o risco de cheias nos rios da região. As cidades da costa da lagoa dos Patos também entraram em alerta devido ao risco de alagamentos. Tapes registrou inundações que tiraram moradores de suas casas. A chuva forte também deixou hoje mais de 50 mil imóveis sem energia ao longo do dia. Por volta das 17h, a empresa AES Sul contabilizava 2 mi clientes sem energia, nas cidades de Caçapava do Sul, São Gabriel, Rio Pardo e Rosário do Sul. Já a CEEE tinha cerca de 19 mil pontos sem energia até as 17h. A região de Pelotas, na zona sul do Estado, era a mais afetada. A região metropolitana de Porto Alegre registrou cerca de 1.900 casos. Em Porto Alegre, a chuva que caía desde o fim de semana se acentuou a partir de ontem. A Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC) registrou hoje 16 pontos de alagamento no trânsito. Pelo menos quatro árvores caíram em diferentes vias. As águas do arroio Dilúvio subiram à altura da avenida Ipiranga, que margeia o canal, mas não havia risco de transbordamento. No total, 57 semáforos apresentaram problemas de operação ao longo do dia. A previsão do tempo indica mais instabilidade nos próximos dias. Segundo o Cemet-RS, áreas de instabilidade mantêm a nebulosidade e a chuva em todo o Rio Grande do Sul. Em Porto Alegre, a previsão é de chuva forte nas próximas 36 horas. De acordo com a Metsul Meteorologia, uma frente fria associada a um centro de baixa pressão na região do rio da Prata deve atravessar o Rio Grande do Sul entre hoje e amanhã, não sendo descartada a formação de um ciclone extratropical na área do Prata, que deve provocar vento forte na região sul do Estado, com reflexos em Porto Alegre. A previsão indica que o vento pode ter rajadas de 70 a 90 km/h em Porto Alegre. O tempo começa a abrir a partir de depois de amanhã.  

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