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Mineiros sul-africanos encerram greve após 5 semanas

Da Redação ·

SÃO PAULO, SP, 18 de setembro (Folhapress) - Os mineiros da mina de platina de Marikana, no norte da África do Sul, fizeram hoje um acordo com a empresa Lonmin e encerraram a greve de cinco semanas que afetaram as unidades de produção. A jazida é a mesma que foi paralisada após um confronto entre sindicatos rivais, que culminou em uma ação policial que deixou 34 mortos em 16 de agosto, no maior incidente policial desde o fim do Apartheid, em 1994. Dias antes, outros dez mineiros morreram em confrontos com armas brancas entre os próprios operários. De acordo com o bispo joe Seoka, principal mediador religioso do conflito, os funcionários aceitaram um aumento de salário de 22%, para 12.500 rands (R$ 3.166) e bonificação de 2.000 rands (R$ 510) pela volta imediata. Com isso, os mineiros deverão voltar a seus postos na próxima quinta-feira. O religioso afirma que os funcionários ficaram satisfeitos com a proposta. "Os trabalhadores estão muito contentes e achamos que o que aconteceu aqui foi uma verdadeira vitória para eles". Ao ser anunciado o acordo, os cerca de 5 mil operários que esperavam a proposta comemoraram com gritos. Mais cedo, a empresa havia proposto aumentar o salário para 10.938 rands (R$ 2.775), com bônus de 1.500 rands (R$ 382), o que foi recusado pelos empregados. Presidente Ontem, o presidente Jacob Zuma pediu o fim da greve aos patrões e empregados. Ele afirmou que a paralisação causou perdas de 4,5 bilhão de rands (US$ 563 milhões) pela quantidade de ouro e platina devido às greves desde o início do ano e que isso poderia provocar uma recessão. "Pedimos aos empregados e seus empregadores que encontrem uma solução rápida, considerando o impacto que poderia ter o conflito na nossa economia. Não podemos permitir uma recessão", disse o presidente. O valor que não foi recolhido representa 2% de todo o volume de negócios do setor. A atividade mineira é uma das principais fontes de renda do país, com uma contribuição direta de 9% do PIB. Se consideradas as atividades vinculadas, a parcela chega a 19%.  

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