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Ataque a consulado dos EUA foi vingança, diz Al Qaeda

Da Redação ·

SÃO PAULO, SP, 15 de setembro (Folhapress) - grupo terrorista Al Qaeda na Península Arábica declarou hoje o ataque contra o consulado americano em Benghazi, na Líbia, foi uma vingança pelo assassinato do "número dois" da organização, Abu Yehia al Libi. O embaixador dos EUA na Líbia, Chris Stevens, e mais três cidadãos americanos morreram nos ataques contra o consulado em Benghazi na terça-feira à noite, num episódio com várias questões sem resposta. Essa tragédia faz parte da onda de protestos que varreu dezenas de países com maioria muçulmana, numa reação a um filme amador produzido nos EUA contendo críticas ao profeta Maomé, e que foi considerado blasfemo por muitos seguidores da religião islâmica. A Al Qaeda afirmou que a morte de Al Libi -assassinado em junho numa ofensiva americana no Paquistão - é "o fogo em que se queimaram os inimigos da nação muçulmana", conforme o comunicado publicado num site regularmente utilizado pelos islamitas. Envolvidos Autoridades líbias identificaram pelo menos 50 pessoas envolvidas no ataque ao consulado dos EUA em Benghazi, conforme informou hoje um oficial das forças de segurança. Por enquanto, quatro suspeitos foram presos e ainda estão segundo interrogados, de acordo com as autoridades líbias. "Nós sabemos que 50 pessoas estiveram envolvidas no ataque. Nós temos os nomes e sabemos quem eles são, mas pode haver ainda mais", disse Abdel-Monem Al Hurr, porta-voz do Comitê Supremo de Segurança, da Líbia. "Quatro [suspeitos] foram presos. Outros podem ter escapado por meio do aeroporto de Benghazi, talvez pelo Egito, o que não está confirmado. Nós fornecemos seus nomes para todos os postos de fronteira da Líbia", acrescentou. Ainda não está totalmente claro o grau de planejamento dos ataques ao posto diplomático em Benghazi, apesar das alegações da Al Qaeda. Ontem, representantes da Casa Branca afirmaram que não havia evidência de que o ataque foi elaborado com grande antecipação, o que contrariou o espírito das declarações feitas imediatamente após o episódio, quando autoridades americanas afirmaram acreditar que ataque foi "organizado" e "bem planejado".  

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