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Temperatura aumenta e umidade cai neste fim de semana

Da Redação ·





SÃO PAULO, SP, 14 de setembro (Folhapress) - Os paulistanos que passarem o fim de semana na capital terão dias ensolarados e secos. A previsão do CGE (Centro de Gerenciamento de Emergências) da prefeitura é que os termômetros registrem máximas de até 30ºC no sábado (15) e 32ºC no domingo (16). As mínimas devem chegar a 15ºC e 16ºC, respectivamente.

Na noite de hoje a temperatura manterá a média de 16ºC, mas a sensação térmica deve ficar até 3ºC mais baixa por causa dos ventos que atingem a cidade.

A massa de ar quente e seco que ocupa a maior parte do Brasil é a responsável por derrubar a umidade relativa no ar e aumentar as temperatura. Nas horas mais quentes do dia, os índices de umidade devem ficar abaixo dos 30%, quando a cidade entra em estado de atenção.

Mesmo com o aumento das nuvens no céu, não há expectativa de chuvas para os próximos dias. Segundo o Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), a cidade completou hoje o 57º dia sem chuvas. É o maior período desde 1994. O instituto só considera chuvas significativas a partir de 1 mm de água (um litro de chuva em um metro quadrado).

Essas condições atmosféricas também dificultam a dispersão dos poluentes e facilitam a formação e propagação de queimadas, o que prejudica a qualidade do ar e a saúde da população.

Recomendações

Segundo estudo da Unicamp, índices de umidade relativa do ar inferiores a 30% caracterizam estado de atenção; de 19% a 12%, estado de alerta; e abaixo de 12%, estado de emergência.

Como consequência do tempo seco, algumas pessoas podem sofrer ressecamento de mucosas do nariz e da garganta, sangramento no nariz, ter tosse, dificuldade para respirar, rinite e crises de asma e irritação dos olhos por ressecamento, com vermelhidão e sensação de areia nos olhos, entre outros sintomas.

Com umidade abaixo dos 12%, a Defesa Civil municipal determina a interrupção de qualquer atividade ao ar livre das 10h às 16h, assim como de atividades que exijam aglomerações de pessoas em locais fechados, como aulas e cinemas.

O órgão recomenda umidificar os ambientes internos, principalmente quartos de crianças e hospitais, por meio de vaporizadores, toalhas molhadas ou recipientes com água, além de intensificar o consumo de água.
 

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