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Ataque em ato de beduínos fere 3 soldados da ONU

Da Redação ·

SÃO PAULO, SP, 14 de setembro (Folhapress) - Três soldados colombianos das forças da ONU ficaram feridos em um tiroteio durante um protesto de beduínos na base da força internacional de patrulhamento da península do Sinai, no Egito. Ainda não está claro se o ataque tem relação com os protestos contra um filme que parodia o profeta Maomé, que acontecem desde terça em diversos países muçulmanos. Moradores locais dizem que os manifestantes protestavam contra o vídeo, enquanto as forças de segurança dizem que o grupo se aproveitou de uma manifestação pacífica. De acordo com a agência estatal de notícias egípcia Mena, os manifestantes entraram em um setor do quartel de Al Gora, perto do Mediterrâneo, após retirar uma cerca de arame farpado. Eles incendiaram um caminhão de bombeiros e uma torre de vigilância, momento em que os soldados internacionais abriram fogo. Os beduínos foram expulsos por forças do governo egípcio que ocupam a área. De acordo com responsáveis pela missão de paz, a calma voltou ao quartel de Al Gora, perto do Mediterrâneo, e que os feridos estão sendo tratados no hospital da base. O batalhão da Força Multinacional de Paz e Observadores da ONU está composto por 35 soldados uruguaios, 300 colombianos e 80 americanos. Os militares têm como missão observar o cumprimento de algumas cláusulas do acordo de paz assinado entre Egito e Israel em 1978. A Península do Sinai foi ocupada por Israel na Guerra dos Seis Dias (1967) e devolvida ao Egito em virtude dos acordos de Camp David (1978), impulsionados pelos Estados Unidos.  

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