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Greve da Lufthansa afeta quase mil voos

Da Redação ·





SÃO PAULO, SP, 7 de setembro (Folhapress) - A maior greve da história da companhia alemã Lufthansa -a maior da Europa- afeta o tráfego aéreo de todo o país e suas conexões internacionais hoje, tanto da companhia como de suas associadas. Ao menos dois terços de seus voos -o que equivale a 983 voos- devem ser suspensos, afetando cerca de 100 mil passageiros.

De acordo com o site da companhia, ao menos um voo para o Brasil foi cancelado, o LH500, que partiria às 10h15 (horário local) de Frankfurt com destino ao Rio de Janeiro.

A greve ocorre em um momento crítico para a companhia aérea, necessitada de cortar despesas para fazer frente à concorrência das companhias de baixo custo e à alta de preços dos combustíveis.

A direção da Lufthansa optou nesta quinta-feira por cancelar a maioria das rotas previstas para hoje --983 das 1.781 programadas-- e ofereceu aos passageiros afetados a possibilidade de viajar em trem, em caso de trajetos domésticos, ou em companhias concorrentes, como a Air Berlim, a segunda maior do país.

A rede de ferrovias Deutsche Bahn reforçou seus serviços com trens adicionais ou ampliando o número de vagões, enquanto a Air Berlim optará por oferecer os mesmos trajetos, mas com aviões de maior capacidade.

A companhia decidiu suspender dois terços dos voos, depois que o sindicato do setor, Ufo, anunciou na terça-feira passada seu propósito de convocar a greve de 24 horas nesta sexta-feira.

Um porta-voz da companhia anunciou que só funcionarão com normalidade os 600 voos programados por suas companhias aéreas filiais como Germanwings e outras companhias do grupo como Austrian Airlines e Swiss, mas tentará operar suas rotas intercontinentais.

Impasse

O conflito trabalhista entre a maior companhia aérea europeia e o sindicato do pessoal de cabine se mantém sem que nenhuma das partes pareça disposta a fazer concessões após dois dias de paralisações temporárias que afetaram os aeroportos de Frankfurt, Munique e Berlim.

A campanha de greves do pessoal de cabine começou na sexta passada, no aeroporto de Frankfurt, e prosseguiu na terça-feira (4) nesse mesmo aeroporto, além dos de Berlim e Munique.

O sindicato anunciou há nove dias o início das interrupções após o fracasso das negociações com a direção da Lufthansa e após consultar seus filiados, que respaldaram majoritariamente a greve.

Após três anos de congelamento salarial e 13 meses de negociações infrutíferas, o Ufo exige para o pessoal de cabine da Lufthansa aumentos salariais de 5% e o compromisso de não contratar pessoal externo.
 

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