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Em greve, policiais e servidores da Receita farão protestos no feriado

Da Redação ·

SÃO PAULO, SP, 6 de setembro (Folhapress) - Servidores da Polícia Federal, professores de algumas universidades federais e funcionários da Receita Federal continuam o movimento grevista. Estão previstas para amanhã novas manifestações dos policiais federais, organizadas pelos sindicatos estaduais da categoria. Segundo a Fenapef (Federação Nacional dos Policiais Federais), serão distribuídos panfletos em desfiles do Sete de Setembro e realizadas outras atividades em superintendências, aeroportos e delegacias. Hoje foi realizada uma videoconferência entre os 27 sindicatos estaduais da categoria para avaliar o andamento das negociações ao longo da semana e decidir pela manutenção ou pelo fim da greve. Uma liminar da Justiça Federal impediu o desconto dos dias parados. A Fenapef informou que não houve avanço após a reunião realizada ontem com o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo. Os líderes da greve deverão voltar a se reunir na tarde da próxima terça-feira. Estão paralisados agentes, escrivães e papiloscopistas - especialistas em identificação. As principais reivindicações deles são a reestruturação da carreira, com o aumento do salário inicial de R$ 7.500 para R$ 11 mil, e a saída do diretor-geral da PF, Leandro Daiello. Os servidores argumentam que o diretor representa apenas os delegados. Também hoje, o Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes-SN) informou que o fim da greve dos professores de algumas universidades federais não deverá terminar antes do domingo. Foram realizadas assembleias estaduais ao longo da semana e as atas das reuniões devem ser discutidas antes que alguma decisão política seja tomada. Receita No caso dos servidores da Receita Federal, os funcionários mantêm a realização de operações-padrão e de crédito zero (em que os impostos recolhidos são contabilizados, mas não repassados ao sistema). O Sindifisco (Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal) estima que o impacto dos protestos para a Receita tenha sido de R$ 6,5 bilhões nos últimos dois meses. Segundo o Sindifisco, 90% dos servidores da categoria rejeitaram a proposta do governo feita no último dia 30, de aumento de 15,8% em três parcelas. Haverá nova paralisação nacional na terça e na quarta-feira da próxima semana, em que se espera que 100% dos servidores da área administrativa da Receita fiquem inativos. Nas áreas de aduanas, em portos e zonas portuárias, as atividades serão mantidas normalmente. O sindicato disse que, caso não haja negociação com o Executivo, os funcionários da Receita cogitam recorrer ao Congresso Nacional para aprovar mudanças salariais e na carreira. Os auditores fiscais do órgão querem reajuste de 30%, recomposição dos quadros da carreira e adicional para servidores em zonas de fronteira.  

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