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Touradas voltam a ser exibidas após seis anos

Da Redação ·





SÃO PAULO, SP, 5 de setembro (Folhapress) - A televisão pública da Espanha voltou hoje a transmitir as touradas após seis anos de saída das telas. A medida do governo irritou as associações protetoras dos animais, que apresentarão um recurso administrativo.

"A televisão espanhola considera que uma festa dessa importância deve ser acessível a todos os fãs espanhóis [da tourada]", declarou a RTVE, cuja diretoria mudou em junho.

O canal afirma que não serão pagos direitos de transmissão, uma das principais causas para que fossem tiradas do ar em 2006. Na época, o governo socialista também afirmou que os eventos coincidiam com horas em que as crianças viam televisão.

A saída das transmissões de TV provocou uma grande crise no setor, aliada à crise econômica mundial. Por isso, os toureiros cobraram do canal público a metade do cachê que pediram em 2006, baixaram o preço dos ingressos e ainda promoveram transporte para a arena.

Os eventos com touros são muito populares na Espanha, França e também em áreas da América Latina, como Colômbia, México e Equador.

No entanto, enfrentaram a ofensiva das organizações dos direitos dos animais, que consideram os eventos desumanos. Devido à pressão dos ativistas, a Catalunha e as ilhas Canárias proibiram os eventos.

Irritação

As entidades de proteção aos animais ficaram irritadas com a aprovação, que contraria os princípios de regulação da televisão pública.

A associação Padma entrou com um recurso contra a exibição das touradas. "É um claro passo para trás na política de televisão espanhola, que inclui em suas premissas não difundir touradas", disse Sylvia Barquero, porta-voz da entidade.

Ela afirmou que a associação gravará a transmissão para apresentar posteriormente um recurso administrativo amanhã na secretaria de Estado das Telecomunicações por não respeitar o "código de autorregulação" da televisão para a proteção das crianças.

As transmissões voltam no momento em que o país está em crise devido ao aumento da dívida pública e as taxas de desemprego chegam a 24,6%.









 

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