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Grevistas fazem novos protestos em mina de platina

Da Redação ·

SÃO PAULO, SP, 5 de setembro (Folhapress) - Mais de mil mineiros grevistas agitando paus e chicotes fizeram um protesto hoje diante da mina Marikana, onde a polícia matou 34 manifestantes no mês passado, no mais violento incidente desse tipo desde o fim do regime do apartheid, em 1994. Dezenas de policiais foram deslocados até o local e um helicóptero sobrevoava os protestos dos operadores de perfuratrizes, que há quase um mês pararam de trabalhar para reivindicar um aumento salarial. "Queremos 12.500 ou nada", dizia um cartaz levado à frente das manifestações. A cifra de 12,5 mil rands (US$ 1.500) mensais representa mais do que o dobro do atual salário-base dos mineiros. Outro manifestante disse, sem se identificar, que o grupo pretendia ir até a vizinha mina de Karee para "retirar as pessoas que estão trabalhando na galeria da mina". A Marikana é a principal mina de platina da empresa britânica Lonmin, que por sua vez responde por 12% da produção mundial desse metal. As negociações da Lonmin com os sindicalistas e o governo seriam retomadas às 7h (hora de Brasília) na cidade de Rustenburgo, mas a passeata indica que as chances de sucesso são ínfimas. A cotação mundial da platina já subiu mais de 10% desde 16 de agosto. As ações da Lonmin nas Bolsas de Joanesburgo e Londres se desvalorizaram mais de 15%. Massacre Dez homens -incluindo dois policiais e dois seguranças- foram mortos durante os confrontos entre sindicatos rivais entre os dias 10 e 12 de agosto. Quatro dias depois, 34 mineiros grevistas morreram e 78 ficaram feridos quando a polícia abriu fogo contra uma multidão de manifestantes na mina de Marikana. Os feridos foram mantidos na prisão, depois que um tribunal do subúrbio de Pretória os acusou de assassinato. Mais tarde a decisão judicial foi revista e os presos libertados.  

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