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Mulher morre baleada após ser mantida refém em hospital

Da Redação ·

RIO DE JANEIRO, RJ, 5 de setembro (Folhapress) - Após ser baleada num confronto entre criminosos e policiais militares na tarde de ontem, a dona de casa Cláudia Lago de Souza, 33, morreu na madrugada de hoje no Hospital Estadual Carlos Chagas, em Marechal Hermes, zona norte do Rio, onde ela estava internada. Cláudia Souza havia sido usada como escudo humano por um bandido que invadiu um PAM (Posto de Atendimento Médico), em Coelho Neto, também na zona norte. Segundo policiais militares do 41º Batalhão de Irajá, a dona de casa acompanhava o filho de 10 anos na unidade de saúde, quando foi surpreendida pelo criminoso armado com uma pistola por volta das 14h30 de ontem. Ele fugia de PMs que o perseguiam desde Pavuna, bairro próximo. O bandido estava com um comparsa, que foi baleado pela polícia e acabou permanecendo no veículo que havia sido roubado na Pavuna. Na fuga, ele invadiu o PAM, rendeu a vítima e a manteve refém por cerca de 10 minutos. De acordo com PMs do Batalhão de Irajá, o criminoso atirou contra a dona de casa durante a fuga do hospital para desviar a atenção da polícia. Em seguida, ele escapou pelos fundos da unidade e abordou o motorista de um ônibus de excursão, que passava pela região. Testemunhas disseram à polícia que ele obrigou a vítima a dirigir até o morro da Pedreira, em Costa Barros, zona norte da cidade, onde fugiu para o interior da favela. Já a família da vítima disse à Polícia Civil que Cláudia Souza foi baleada durante confronto entre o bandido e os policiais militares. Até as 12h de hoje, a polícia ainda não tinha informações sobre o paradeiro do bandido. O outro suspeito morreu no local. O caso está sendo investigado pela 38 DP (Irajá), mas deve ser transferido para Divisão de Homicídio do Rio. O corpo da vítima permanece no IML (Instituto Médico Legal).  

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