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Polícia e Promotoria investigam incêndio em favela

Da Redação ·





SÃO PAULO, SP, 4 de setembro (Folhapress) - A Polícia Civil e o Ministério Público de São Paulo abriram investigações sobre o incêndio que atingiu a favela do Piolho, no Campo Belo (zona sul), ontem.

Um inquérito policial foi aberto no 27º DP (Campo Belo). Segundo a polícia, 40% da favela foi destruída pelo fogo.

No Ministério Público, a Promotoria de Justiça de Habitação e Urbanismo instaurou procedimento investigatório para acompanhar as apurações sobre o incêndio. O procedimento será distribuído para um promotor amanhã.

De acordo com a Defesa Civil municipal, 285 barracos foram atingidos pelo fogo. Foram precisos mais de 20 carros do Corpo de Bombeiros para controlar as chamas.

A favela fica na esquinadas ruas Sonia Ribeiro e Xavier Gouveia. Os acessos para as avenidas Jornalista Roberto Marinho e Washington Luís ficaram interditados por cerca de 40 minutos para facilitar a passagem dos bombeiros.

A Defesa Civil estima que 1.140 pessoas ficaram desabrigadas após o incêndio. O órgão informou que a assistentes sociais fizeram o cadastramento das famílias, que foram encaminhadas para abrigos provisórios.

Três pessoas ficaram feridas e tiveram que ser levadas para hospitais da região, entre eles um adolescente de 15 anos com queimaduras leves, um homem que quebrou a perna após cair do teto de um barraco e uma gestante que ficou emocionalmente abalada.

Uma criança também precisou de atendimento médico após inalar a fumaça. Dezenas de moradores da favela deixaram os barracos com bebês no colo e os pertencem que conseguiram retirar antes dos imóveis serem atingidos pelo fogo.

Segundo os bombeiros, a capital paulista já teve 32 incêndios em favelas desde o início deste ano. Em 2011, foram 79 ocorrências --número mais baixo registrado desde 2008, quando 130 favelas pegaram fogo.
 

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