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Rússia considerou desmontar base militar no país, diz agência

Da Redação ·

SÃO PAULO, SP, 4 de setembro (Folhapress) - A Rússia considerou nos últimos meses fazer a retirada de seu pessoal e desmontar a base militar de Tartus, no oeste da Síria, com a escalada de violência na crise política do país árabe. A informação é da agência de notícias Interfax. Em agosto, navios russos chegaram com suprimentos no porto em território sírio, foram reabastecidos, mas "não tiraram nenhum pessoal ou equipamento a bordo", apesar de terem ordem para isso. Os infantes que fizeram a viagem tinham ordens para tirar pessoas, armas, documentação e equipamentos valiosos e enviá-los ao porto de Novorossiysk, no mar Negro. O resto, incluindo as estruturas físicas, deveria ser destruído com explosivos ou em um incêndio. De acordo com uma fonte militar consultada pelo meio, o Kremlin considerou que a situação era suficientemente estável para não fazer o movimento. A agência também informou que Moscou não tem planos imediatos para abandonar a base no mar Mediterrâneo, única base naval russa fora do território da antiga União Soviética. "Os planos para uma missão de longa distância por um destacamento de navios da Marinha russa previa a possibilidade de evacuar especialistas russos da Síria", citou a fonte, que não foi identificada pela Interfax. A Rússia é uma das potências aliadas ao regime de Bashar Assad. Em caso de queda do ditador, a base seria um dos pontos que poderia ser atacado pelos rebeldes. Em julho, o ataque a quatro membros do alto escalão governo e a onda de deserções aumentaram os confrontos e a possibilidade da saída de Assad. Isso pode ter motivado a ação russa, ante a ameaça à instalação militar.  

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