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Copel vai comprar dois geradores para reduzir desligamentos programados

Da Redação ·
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A Copel vai comprar dois geradores móveis de energia elétrica, o que deverá reduzir os desligamentos programados para manutenção da rede em Curitiba, Região Metropolitana e Litoral. Juntos, os dois equipamentos terão potência de 1.000 kVA e capacidade para atender cerca de duas mil residências. Os geradores podem ser usados também em grandes eventos e em situações de falta de energia em indústrias e hospitais, por exemplo. A companhia investirá R$ 2 milhões nos equipamentos, que deverão entrar em operação em 2013, em projeto-piloto. Dados do Departamento de Operação, Manutenção e Serviços da Distribuição da Copel demonstram que 83% das ordens de manobras de rede para manutenção (desligamentos programados) da Superintendência Regional de Distribuição Leste, em 2011, atingiram trechos de até 500 kVA de potência. Isso indica que poderiam ser supridas por apenas um dos geradores móveis. Movidas a diesel, essas unidades podem ser reabastecidas e funcionam pelo tempo que for necessário. “Em muitos casos nossos clientes não ficarão sabendo da manutenção porque colocaremos o gerador em paralelo à nossa rede, para então desligá-la. A luz não vai nem piscar”, afirma o gerente do Departamento de Planejamento de Expansão da Distribuição, Milton Marcolan. Se o uso dos equipamentos for bem-sucedido em Curitiba, as demais superintendência regionais de distribuição da Copel, em Ponta Grossa, Londrina, Maringá e Cascavel, também começarão a usá-los. Além de suprir a energia elétrica nos desligamentos programados, os geradores poderão ser usados em eventos importantes. “Eles podem ser posicionados perto de locais de eventos, para suprir qualquer falha. Na Copa do Mundo, por exemplo, um gerador ficar num centro de treinamento ou em hotéis onde estejam hospedados seleções ou autoridades”, diz. Em relação aos desligamentos acidentais, o uso de geradores será mais restrito. “Quando acontece uma emergência, o tempo de recuperação da rede pelos técnicos é normalmente menor do que o tempo de deslocamento dos geradores. Mas quando sabemos que será demorado restaurar o sistema, como aconteceu no litoral em março de 2011, podemos usá-los”, disse o técnico de distribuição Fausto Portella Garcia, do setor de programação de desligamento.  Um dos aspectos que será testado durante a fase piloto dos geradores é a segurança que os equipamentos oferecem. “Em situações de cabo arrebentado na rede, por exemplo, o gerador conectado à rede tem que desligar”, explica o engenheiro Alexandre Estevam, do Departamento de Planejamento de Expansão da Distribuição da Copel.