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Laudo revela que Marcos Matsunaga foi decapitado ainda com vida

Da Redação ·
 Marcos Matsunaga, diretor-executivo do grupo Yoki, foi decapitado quando ainda estava vivo
fonte: Divulgação
Marcos Matsunaga, diretor-executivo do grupo Yoki, foi decapitado quando ainda estava vivo
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O laudo da perícia, que faz parte do inquérito que apura a morte do empresário Marcos Matsunaga, diretor-executivo do grupo Yoki, indica que ele foi decapitado quando ainda estava vivo. A polícia entregou o inquérito à Justiça de Cotia nesta quinta-feira, na Grande São Paulo, com um pedido de prisão preventiva para que Elize Matsunaga fique na cadeia até o julgamento. Durante a investigação, a acusada confessou que matou e esquartejou o empresário no apartamento da família, na Zona Oeste de São Paulo. Ela disse que, durante uma discussão sobre a traição do marido, levou um tapa no rosto, pegou uma pistola na gaveta e atirou, a mais de 1,5 metro de distância.
Mas o laudo dos peritos contradiz a versão de Elise. Segundo a perícia,  no momento do tiro, Marcos estava abaixado. Elize estava de pé quando atirou, de cima para baixo e à queima roupa. Os vestígios de pólvora no rosto da vítima, vindos da arma, indicam que a distância era curta. Marcos Matsunaga morreu por choque traumático, causado pela bala, e asfixia respiratória por sangue aspirado devido à decapitação. O advogado Luiz Flávio D'Urso, que representa a família Matsunaga, acredita que o laudo prova que o crime foi premeditado e que o documento desmente a versão de Elize, que disse ter esquartejado o marido dez horas depois da morte.  O inquérito esclareceu uma dúvida que surgiu durante a investigação: onde estava a babá no momento do crime? As imagens do elevador divulgadas pela polícia mostram que ela chegou com a família na noite de 19 de maio. Depois disso, só Marcos Matsunaga aparece diante da câmera. Agora se sabe que a babá foi embora pelo elevador de serviço, às 19h30 da noite, como mostra uma foto obtida pela polícia.