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Doceira poderá responder por tentativa de homicídio duplamente qualificado

Da Redação ·
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fonte: Reprodução/ RPC TV
Doceira poderá responder por tentativa de homicídio duplamente qualificado

Uma denúncia contra a mulher suspeita de entregar bombons envenenados foi apresentada pelo Ministério Público do Paraná, nesta segunda-feira (16). Se for aceita a suspeita responderá por tentativa de homicídio duplamente qualificado contra as quatro pessoas que comeram os doces.

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A mulher está presa desde o dia 31 de março. De acordo com a Polícia Civil, ela confessou no depoimento que colocou o veneno nos bombons, que foram entregues por um taxista. Os doces eram uma amostra para uma festa de 15 anos.

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Ela teria sido contratada pela família de uma das vítimas para organizar o evento, mas disse que gastou o dinheiro e usou o veneno para tentar adiar a festa. Segundo o MP, a suspeita recebeu R$ 8 mil da família da adolescente.

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Para o MP, o homicídio duplamente qualificado se configura por conta do uso do veneno contra as vítimas e pelo fato dele ter sido colocado nos bombons, o que tiraria a chance de defesa das vítimas.

Entenda o caso

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No dia 12 de março, um taxista entregou à adolescente Talita Machado uma caixa contendo bombons. Na caixa, havia um recado avisando que os doces seriam uma amostra grátis e que se houvesse interesse, ela poderia encomendá-los para a festa de aniversário de 15 anos.

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Talita dividiu os doces com outros três amigos. Todos acabaram hospitalizados devido ao veneno nos bombons. Por ter ingerido a maior quantidade dos doces, Talita acabou internada na UTI do Hospital de Clínicas, em Curitiba, por oito dias.

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Após investigações, a polícia chegou até a suspeita, que morava em Joinville, no norte de Santa Catarina. Na casa dela, a polícia encontrou o marido da suspeita inconsciente e ferido, após ter recebido diversos golpes da mulher.

Ela acabou presa dias depois, na cidade de Barra Velha, também no norte de Santa Catarina. Além de confessar o crime, ela teria dito no depoimento que estava arrependida. No mesmo dia, a suspeita foi transferida para Curitiba, onde permanece até esta segunda-feira.

Segundo as investigações da polícia, nem o marido, nem o taxista contratado pela suspeita para entregar os bombons tinham participação no envenenamento dos adolescentes.

Após se recuperar, Talita conseguiu comemorar os 15 anos. A festa ocorreu na noite de sábado (14). Além dos 180 convidados, entre amigos e família, a adolescente convidou também sete enfermeiras e dois médicos do Hospital de Clínicas, que a ajudaram no tratamento.