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Parentes e amigos de auditor fiscal fazem passeata em PE

Da Redação ·
Imagem ilustrativa da notícia Parentes e amigos de auditor fiscal fazem passeata em PE
fonte: Luna Markman/G1
Parentes e amigos de auditor fiscal fazem passeata em PE

Amigos e parentes do auditor fiscal pernambucano Saulo Jansen, assassinado em Brasília, no último dia 6 de abril, fizeram uma passeata na manhã deste domingo (15), na Avenida Boa Viagem, Zona Sul do Recife, para lembrar a morte e chamar a atenção das autoridades sobre a criminalidade no Brasil. Antes da caminhada, uma missa em homenagem à vítima foi realizada na Igreja de Nossa Senhora de Boa Viagem.

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Saulo Jansen, que tinha 32 anos, morreu após ser atingido por um tiro disparado por um bandido que assaltou a lanchonete onde ele estava com a esposa, a filha de cinco meses e dois casais de amigos, na capital federal. O criminoso atirou a esmo durante fuga do estabelecimento.

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Saulo foi para o Hospital de Base em estado grave, passou por cirurgia, mas não resistiu. O suspeito de 21 anos foi preso e, segundo a polícia, confessou o crime na delegacia. O velório e o sepultamento da vítima aconteceram no Cemitério Morada da Paz, em Paulista, no Grande Recife, no dia 8 de abril.

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Segundo a irmã de Saulo, a produtora cultural Roberta Jansen, o bandido é um presidiário que estava no indulto de Páscoa. "Desde fevereiro, a polícia de Brasília está em operação tartaruga e a criminalidade na cidade aumentou 50%. O meu irmão foi vítima dessa violência. Essa passeata é para que ele não seja mais um número, mas fazer as pessoas refletirem que algo precisa ser feito", disse.

De acordo com Roberta, na última quarta-feira (11), um grupo de ciclistas - Saulo costumava pedalar- e funcionários da lanchonete onde o crime ocorreu fizeram uma pedalada pelas ruas de Brasília, que reuniu cerca de 300 pessoas. O evento também protestou contra a violência na cidade.

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Na passeata recifense, a mãe de Saulo, Carli Jansen, segurava a faixa que pedia "paz e esperança num Brasil sem violência". "Eu não condeno o homem que matou o meu filho. Acredito que a Justiça será feita, porque ele teve o livre arbítrio de matar. Mas ele também é uma vítima da sociedade. O governo precisa cuidar melhor das crianças para que elas não cresçam revoltadas e outras mães não passem pelo o que eu estou passando", falou.