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Flanelinhas ameaçam quem não quer pagar estacionamento

Da Redação ·
Imagem ilustrativa da notícia Flanelinhas ameaçam quem não quer pagar estacionamento
fonte: Arquivo
Flanelinhas ameaçam quem não quer pagar estacionamento

Flanelinhas que atuam nas ruas de Curitiba ameaçam os motoristas que não têm dinheiro ou se recusam a pagar pela guarda dos veículos estacionados. Em muitos casos, os danos provocados por eles vão além dos arranhões na pintura.

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“Eu me recusei [a pagar] e já meu carro já foi danificado três vezes”, conta um comerciante da cidade. A pintura do carro dele já foi riscada e o espelho externo quebrado. O prejuízo soma cerca de R$ 1 mil. “Eu já pago imposto, já pago IPVA e agora vou estacionar e ainda tenho que pagar proteção?”, questiona.

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Outro motorista reclama que a prefeitura não faz nada para inibir a prática dos flanelinhas. “Se você não pagar, o teu carro vai estar riscado. Você tem a obrigação de pagar para eles”, reclama.

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A prefeitura da cidade, que administra o estacionamento regulamentado, diz que não tem competência para impedir a ação dos flanelinhas. A Polícia Militar também admitiu que não fiscaliza esse tipo de comércio nas ruas.

Leis regulamentam profissão

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A Lei Federal 6.242/75 reconhece a profissão de guardador e lavador de carros. Esta lei foi regulamentada com o Decreto Presidencial 79.797/77. De acordo com a regulamentação, a atividade só pode ser exercida por pessoas que tenham registro na Delegacia Regional do Trabalho. Além disso, os guardadores devem recolher à prefeitura ou empresa estatal designada uma remuneração pela manutenção, sinalização e marcação das áreas de estacionamento.

Atualmente, há 126 flanelinhas com registro em carteira na capital. Desde 2009, há um projeto de lei parado na Câmara, de autoria do vereador Jair Cesar, para regulamentar a profissão e cadastrar os flanelinhas.