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Movimento dos Sem-Teto invade Fielzão para protestar contra "crimes" da Copa

Da Redação ·
Imagem ilustrativa da notícia Movimento dos Sem-Teto invade Fielzão para protestar contra "crimes" da Copa
fonte: Paulo Fischer/Futura Press
Movimento dos Sem-Teto invade Fielzão para protestar contra "crimes" da Copa

Integrantes do MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto) invadiram nesta quarta-feira (4) o terreno onde está sendo construído o novo estádio do Corinthians, o Fielzão. De acordo com funcionários que trabalham nas obras, cerca de 300 manifestantes chegaram ao local por volta das 11h20 fazendo barulho e provocando baderna, impedindo a realização dos trabalhos.

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O MTST publicou em seu site oficial que está realizando em todo o Brasil, nesta quarta, protestos contra aqueles que chama de "crimes da Copa". A manifestação é promovida, segundo o movimento, pela frente nacional Resistência Urbana.

Veja a nota oficial do MTST:

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"Quarta-feira, dia 4 de abril, será lançada a campanha nacional Contra os Crimes da Copa, promovida pela frente nacional de movimento populares Resistência Urbana. As ações vão acontecer nas cidades de São Paulo, Manaus, Brasília, Belo Horizonte, Cuiabá, Fortaleza, Rio de Janeiro e Curitiba (cidades que vão sediar eventos da Copa). Em cada cidade, os manifestantes vão se reunir em frente a um dos estádios que estão sendo construídos ou reformados. Em São Paulo, a manifestação será às 10h da manhã, diante das obras do estádio da abertura do evento, em Itaquera. Além dessas cidades, São Luiz e Belém que, embora não sejam cidades-sede já sofrem com os efeitos dos preparativos para o megaevento, também realizarão manifestações.

O objetivo fundamental da campanha é denunciar como as ações empreendidas para a preparação da Copa prejudicam a grande maioria da população brasileira e propor a realização de um plebiscito popular sobre os temas da Copa para que todos possam opinar acerca das decisões.

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A Resistência Urbana coloca-se:

     1. Contra os despejos e remoções relacionados às obras dos megaeventos.
     2. Contra o uso de dinheiro público para os megaeventos. Por investimento em políticas públicas.
     3. Contra a ingerência da FIFA. Soberania não se negocia."