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Suspeito planejava quarto ataque, dizem autoridades francesas

Da Redação ·
Vítimas do atentado contra escola judaica em Toulouse foram enterradas em Jerusalém
fonte: Getty Imagens/BBC
Vítimas do atentado contra escola judaica em Toulouse foram enterradas em Jerusalém

O homem suspeito de ser o autor do ataque à escola judaica de Toulouse e a três militares no sudoeste da França planejava um quarto atentado, segundo as autoridades francesas.

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A revelação chega em meio ao cerco à casa do francês de origem argelina Mohamed Merah, de 24 anos, que dura desde a madrugada.



Segundo os líderes religiosos que estiveram com o presidente Nicolas Sarkozy, o presidente afirmou que o quarto ataque estava planejado para ocorrer nesta quarta-feira.

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De acordo com o promotor François Molins, os alvos do suposto autor dos ataques seriam outro militar e dois policiais.


Merah, suspeito de matar quatro civis em uma escola judaica e três militares, está armado e tenta negociar sua rendição.


De acordo com a polícia, ele disse pertencer à rede Al Qaeda e assumiu a autoria dos ataques à escola judaica. Teria dito ainda que cometeu o atentado para vingar as crianças palestinas e a presença francesa no Afeganistão.

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Na segunda-feira, um professor e três crianças morreram a tiros em uma escola de Toulose. Um jovem ficou ferido no ataque.
O franco-argelino também é suspeito de envolvimento em dois outros incidentes. Em 11 de março, um soldado paraquedista foi morto a tiros em Toulouse, enquanto esperava um possível comprador para sua motocicleta.


Dias depois, dois outros soldados também foram atacados e mortos a tiros próximo a um caixa eletrônico em Montauban. Um quarto militar ficou ferido.

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Cerco

A polícia francesa confirmou ter encontrado explosivos no carro do irmão do suspeito. Mais de 300 policiais participam da operação em torno de sua casa desde a madrugada.


Mais cedo, a emissora de TV francesa BMF TV chegou a noticiar a prisão de Merah, mas o ministro do Interior, Claude Guéant, negou a informação.


Guéant disse também que Merah estava sendo investigado havia vários anos pelo serviço secreto da França.


Um vizinho de Merah o descreveu como um homem educado que gosta de futebol e motocicletas e que não parecia ser religioso.
"Ele não é o homem grandão e barbudo que você imaginaria, o clichê. Quando você conhece bem uma pessoa, simplesmente não pode imaginar que ela seria capaz de fazer algo deste tipo", disse o vizinho à agência de notícias Reuters.