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Megaoperação da PF tem 3 PMs e israelense entre presos

Da Redação ·
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Megaoperação da PF tem 3 PMs e israelense entre presos

Três policiais militares e um israelense estão entre os 10 presos no Rio de Janeiro durante a Operação Black Ops, deflagrada nesta sexta-feira (7) pela Polícia Federal (PF) em pelo menos 12 estados brasileiros e no Distrito Federal. A ação tem o objetivo de prender integrantes de uma organização criminosa que atua no Brasil e em outros países.

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De acordo com o superintendente da PF no Rio, Valmir Lemos de Oliveira, 13 pessoas foram presas, sendo 10 no Rio e três no Espírito Santo, até as 11h desta sexta, na Operação Black Ops. Segundo a polícia, o israelense foi preso num condomínio na Barra da Tijuca, na Zona Oeste.

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Conforme a PF, o grupo é suspeito de crimes tributários, lavagem de dinheiro, contrabando e exploração de máquinas caça-níqueis. Os agentes tentam cumprir 119 mandados de busca e apreensão e 22 de prisão, segundo informou a assessoria da PF no Rio, após 2 anos de investigações.

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Nesta manhã, vários carros importados foram apreendidos em uma concessionária na Barra da Tijuca. Também foram encontrados dois carros de luxo num galpão no Engenho de Dentro, no subúrbio. Segundo Oliveira, além dos carros, joias e recursos financeiros também foram apreendidos, mas o valor ainda não foi divulgado.

O esquema
A quadrilha, segundo a polícia, atua na importação de veículos de luxo usados, prática que de uma forma geral é proibida pela legislação brasileira. A pena para o crime de contrabando é de 1 a 4 anos de reclusão. Também há suspeita de sonegação fiscal nas operações comerciais de várias importadoras e revendedoras investigadas.

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Investigações apontam que, entre 2009 e 2011, as empresas envolvidas na fraude fizeram, pelo menos, a importação de mais de cem veículos. Mas suspeita-se que esse número seja ainda maior, podendo chegar a mais de 500 veículos importados no período, inclusive com a participação de outras importadoras.

Segundo a polícia, a importação de carros usados só é permitida entre colecionadores, quando os veículos têm mais de 30 anos de fabricação; em casos de herança aberta no exterior; ou quando são importados por missões diplomáticas, repartições consulares e representações de organismos internacionais.

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Penas de até 10 anos de prisão


Os suspeitos poderão responder pelos crimes de contrabando e comércio ilegal de pedras preciosas, crime contra a economia popular, formação de quadrilha, crimes contra ordem tributária, lavagem de capitais, evasão de divisas, entre outros delitos. As penas podem chegar a 10 anos de prisão.

Segundo a PF, a operação, deflagrada em conjunto com a Receita Federal e o Ministério Público Federal, conta com a participação de 150 servidores da Receita e 500 policiais federais. A investigação contou com o apoio externo de agências de inteligência de Israel, da Inglaterra e dos Estados Unidos.