Geral

Líbia deve ter eleição presidencial em 20 meses, diz membro da rebelião

Da Redação ·

A Líbia vai realizar eleições para uma Assembleia Constituinte dentro de oito meses e eleger um presidente dentro de 20 meses, afirmou nesta sexta-feira (2) um representante do Conselho Nacional de Transição (CNT), órgão político da rebelião que praticamente derrubou o ditador Muammar Kadhafi no país do norte da África.

continua após publicidade

"Estabelecemos um mapa do caminho preciso, com um período de transição de 20 meses", declarou Guma Al Gamaty, em Londres. "Durante oito meses, o CNT dirigirá a Líbia antes que uma assembleia eleita pelo povo assuma o comando para redigir uma Constituição e, depois, ao final de um ano, serão realizadas eleições presidenciais", acrescentou.

continua após publicidade

"Portanto, temos oito meses e um ano antes das eleições finais, parlamentares e presidenciais. E, com um pouco de sorte, depois de 20 meses, o povo líbio terá eleito os dirigentes que quiser", acrescentou.

continua após publicidade

Para Gamaty, o processo de transição já começou, apesar de prosseguirem os combates entre os rebeldes e as forças leais a Kadhafi, que continua desaparecido.

"À medida que Trípoli está estabilizada e segura, o que é o caso agora, e que a maioria das cidades também está, os líbios podem começar o processo de transição", afirmou.

continua após publicidade

"O coronel Kadhafi se esconde, está isolado, e é apenas uma questão de tempo para que seja detido, a não ser que o matem caso resista", concluiu.

continua após publicidade

Apelo As novas autoridades líbias pediram aos combatentes de províncias que participam na rebelião contra Muamar Kadhafi que voltem para casa porque Trípoli está livre e seus combatentes são capazes de protegê-la.

"O presidente do CNT (o órgão executivo de transição), Mustafa Abdel Jalil, pediu que os combatentes voltem para casa. Nós o apoiamos porque Trípoli está livre, e cada qual deverá deixar a capital e voltar para sua cidade natal", declarou Ahmed Darrat, encarregado da pasta do Interior dentro do gabinete instalado pelo CNT.

"Agora os combatentes de Trípoli estão em condições de proteger sua cidade", acrescentou.