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Turquia expulsa embaixador de Israel em Ancara

Da Redação ·
 Ministro das Relações Exteriores turco, Ahmet Davutoglu, durante entrevista para a imprensa nesta sexta (2)
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Ministro das Relações Exteriores turco, Ahmet Davutoglu, durante entrevista para a imprensa nesta sexta (2)

A Turquia expulsou o embaixador israelense em Ancara e suspendeu todos os acordos com Israel porque o Estado hebreu não atendeu às demandas turcas sobre o ataque no ano passado contra uma frota que se dirigia para Gaza, informou nesta sexta-feira (2) o ministro das Relações Exteriores, Ahmet Davutoglu.

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"Neste momento, as medidas que tomamos são: as relações entre a Turquia e Israel ficam reduzidas ao nível de segundo secretário. Todos os funcionários com grau superior a segundo secretário, e, e primeiro lugar o embaixador, devem regressar a seu país no mais tardar na quarta-feira", afirmou o ministro à imprensa.

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Nesta quinta-feira, uma investigação solicitada pela ONU sobre o ataque israelense a uma frota de bandeira turca que levava ajuda a Gaza em 2010 indicou que a ação de Israel foi "excessiva", de acordo com trechos publicados nesta quinta-feira pelo jornal "New York Times". "A decisão de Israel de tomar o controle dos barcos com tamanha força, a uma grande distância da zona do bloqueio e sem aviso prévio, foi excessiva e nada razoável", concluiu o estudo, que foi coordenado pelo ex-primeiro-ministro da Nova Zelândia Geoffrey Palmer.

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O documento indica ainda que a frota de seis barcos "atuou de maneira imprudente ao tentar forçar o bloqueio naval" de Israel em torno de Gaza, território palestino controlado pelo movimento islamita Hamas.

O relatório - que ainda não foi divulgado oficialmente e que gerou uma crise entre Israel e Turquia - indicou, entretanto, que o bloqueio israelense de Gaza está dentro das normas do Direito Internacional.

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O estudo exorta Israel a emitir "uma declaração adequada de pesar" pelo ataque e estabelece o pagamento de uma indenização às famílias dos oito turcos e do americano de origem turca que morreram na operação, assim como aos feridos.

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O porta-voz adjunto da ONU, Eduardo del Buey, disse nesta quinta-feira que o relatório será apresentado ao secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, "nos próximos dias", indicando que a confirmação da data de divulgação oficial será feita na sexta-feira.

A publicação deste relatório já havia sido adiada várias vezes este ano para permitir que Israel e Turquia normalizassem duas relações.

O Hamas considerou que o documento foi "injusto e desequilibrado", declarou nesta quinta-feira um porta-voz do movimento palestino em Gaza.