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Número de presos aumenta em operação contra milícia

Da Redação ·

Dez dos 18 mandados de prisão preventiva expedidos pela Justiça foram cumpridos contra suspeitos de envolvimento com a milícia Liga da Justiça, que atua na zona oeste da cidade. Outras cinco pessoas que tinha mandado de prisão contra elas já estavam presos. A operação Pandora, que foi iniciada na manhã desta quinta-feira (1º), tenta ainda cumprir 33 mandados de busca e apreensão.

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Durante a ação, os agentes apreenderam um Eco Sport, uma pistola calibre 380 e R$ 45 mil em dinheiro e em cheques. Também foram arrecadados documentos relativos a máquinas caça-níqueis e de segurança clandestina, além de uma máquina de contar cédulas.

A milícia Liga da Justiça age nas localidades de Campo Grande, Cosmos, Inhoaíba, Santíssimo, Paciência e Sepetiba, na zona oeste da cidade.

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A Liga da Justiça é conhecida como uma das mais perigosas milícias da cidade do Rio de Janeiro, tendo sido seus criadores os ex-parlamentares Natalino Guimarães e Jerônimo Guimarães, o Jerominho, ambos presos pela DRACO/IE (Delegacia de Repressão às Ações do Crime Organizado e Inquéritos Especiais)

Participavam da ação cerca de 150 policiais da Draco/IE, da Subsecretaria de Inteligência da Seseg (Secretaria de Estado de Segurança), da Corregedoria Geral Unificada e de diversas delegacias distritais e especializadas da Polícia Civil.

De acordo com o Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) e a Draco, o grupo paramilitar pratica delitos graves como homicídios qualificados, extorsões, ameaças, posse e porte ilegal de armas de fogo, desenvolvendo assim um esquema de poder que engloba a dominação territorial e econômica de toda uma região por meio da violência e da imposição do medo e do terror.

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Os integrantes desta quadrilha exploram principalmente o domínio do transporte alternativo de passageiros (vans e mototáxis), a exploração de jogos de azar por meio de máquinas caça-níqueis, e possuem o monopólio da venda de botijões de gás e água a preços superfaturados.

A milícia também cobra à força taxa de segurança e mensalidade pela redistribuição ilícita de sinais de transmissão de canais de televisão e internet (popularmente conhecidas como gatonet e gatovelox).

Bope e PF também fazem operações na cidade

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Também nesta manhã, a Polícia Federal, o Ministério Público Federal e a Receita Federal do Brasil deflagraram a operação Voo Livre, para combater fraude milionária contra o Fisco no Aeroporto Internacional Tom Jobim (Galeão), cumprindo 39 mandados de busca e apreensão.

Na Ilha do Governador, zona norte do Rio, policiais do Bope (Batalhão de Operações Policiais Especiais) prenderam dois suspeitos no morro do Dendê, em uma operação de combate ao tráfico no local.