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Obama pede demissão do presidente sírio e reforça sanções

Da Redação ·
 Presidente sírio, Bashar al Assad
fonte: Divulgação
Presidente sírio, Bashar al Assad

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, exigiu nesta quinta-feira (18) pela primeira vez publicamente que o presidente sírio, Bashar al Assad, deixe o poder. Ele impôs fortes sanções contra Damasco, incluindo um congelamento de todos os bens sírios nos EUA e a proibição de investimentos americanos na Síria.

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- Nós dissemos de forma consistente que o presidente Assad deve liderar uma transição democrática ou sair do caminho. Ele não liderou. Pelo bem do povo sírio, chegou o momento para que o presidente Assad deixe o poder.

Em comunicado distribuído pela Casa Branca, Obama indicou que os EUA vêm dizendo que Assad "deve liderar uma transição democrática ou sair”, mas com a continuidade de ataques contra os manifestantes civis "pelo bem do povo sírio, chegou o momento do presidente Assad sair".

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Seguindo a posição americana, a chefe da diplomacia europeia, Catherine Ashton, pediu que Assad deixe o poder, em uma declaração conjunta em nome da União Europeia (UE).

Segundo a UE, "Bashar al Assad perdeu toda legitimidade aos olhos do povo sírio e é necessário que deixe o poder", declarou Ashton.

Os presidente da França, Nicolas Sarkozy, a chanceler alemã, Angela Merkel, e o primeiro-ministro, David Cameron, também pediram, em comunicado separado, a renúncia do líder e defenderam a adoção de novas sanções mais firmes contra o regime sírio.

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Entre as exigências das lideranças estão o fim imediato da violência, a libertação dos presos políticos e o acesso das Nações Unidas para conduzir sem entraves uma missão de monitoramento da situação.

Após conversa com secretário da ONU, Assad suspende operações

As sanções americanas e europeias chegam um dia depois de Assad ter conversado com o secretário-geral da ONU (Organização das Nações Unidas), Ban Ki-moon, e dito que iria suspender as ações contra os grupos opositores do país.

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Ban telefonou para Assad para pedir o fim do uso da força por parte das forças de segurança sírias contra civis em todo o país. O porta-voz da ONU Farhan Haq disse que o secretário-geral condenou as violações “persistentes” dos direitos humanos no país.

- O secretário-geral reafirmou seus apelos para que haja uma investigação independente sobre as mortes e os atos de violência ocorridos na Síria, e pelo livre acesso dos meios de comunicação.

O Conselho de Direitos Humanos da ONU (organização das Nações Unidas) anunciou nesta quinta a convocação de uma reunião especial na próxima segunda-feira (22) para tratar sobre a situação na Síria, após a onda mais forte de repressão vista nas últimas semanas.

Nesta quarta-feira (17), a ONU anunciou a retirada da Síria de todos os seus funcionários em áreas consideradas não essenciais: 25 funcionários (e suas respectivas famílias) foram retirados do país.

Pela primeira vez desde o início dos embates entre governo e manifestantes, a ONU afirmou que existem indícios de crimes contra a humanidade na sistemática repressão por parte do regime sírio contra as revoltas