Geral

Pastor boliviano que sequestrou avião no México grava disco na prisão

Da Redação ·

O pastor boliviano Josmar Flores Pereira, preso por ameaçar no dia 9 de setembro de 2009 com uma bomba falsa a tripulação de um voo no qual viajavam 104 pessoas, gravou um disco na prisão com dedicatória para o presidente do México, Felipe Calderón, informou nesta terça-feira o jornal mexicano "Reforma".

continua após publicidade

O álbum do boliviano, detido após uma operação da Polícia Federal no Aeroporto Internacional da Cidade do México, possui cinco músicas próprias, quatro com violão e uma com piano. O jornal mexicano teve acesso ao material musical, no qual predominam os temas religiosos e as balada, e o divulgou em seu site.

Flores, preso na Cidade do México, confessou que em nenhum momento pretendeu machucar ninguém, mas alertar Calderón sobre um grande terremoto que atingiria o país, que lhe havia sido revelado, segundo suas palavras, por inspiração divina. Enquanto a primeira canção é dedicada a Jesus Cristo, a segunda homenageia sua esposa, "que o ensinou a amadurecer".

continua após publicidade

Na terceira composição, o bolivianonarra como um carcereiro interrompe um sonho no qual pôde ver seus filhos e abraçar sua mãe, e na quarta defende que os homens podem mudar o mundo, mesmo que sejam chamados de "loucos".

No entanto, na quinta canção, o sequestrador envia uma mensagem ao líder do México e explica que sequestrou o avião e seus tripulantes por "amor" e que não teve a intenção de machucar ninguém. Na canção, o boliviano se refere ao álcool como um "maldito assassino bastardo", e afirma ao "presidente" que "a vinda de Cristo está próxima", o que seria um sinal do fim do mundo.

"As pessoas se pergunta quando será (o fim do mundo)? Desde que fui preso, houve um terremoto no Haiti e não percebem; houve um terremoto no Chile, houve um terremoto no Japão e ainda se perguntam quando será?", canta o pastor boliviano.

No último mês de maio, Josmar Flores Pereira foi condenado a sete anos e sete meses de prisão, mas um tribunal anulou essa resolução devido à ausência de um exame psiquiátrico, pela qual o boliviano deverá se submeter a um exame mental para que o juiz dite uma nova sentença.