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Ativista que planejava greve de fome contra corrupção é preso na Índia

Da Redação ·

Nova Délhi (Índia) - O popular ativista social indiano Anna Hazare foi preso nesta terça-feira pela polícia horas antes de iniciar uma greve de fome contra a corrupção em um local público de Nova Délhi sem a permissão das autoridades. Policiais interrogaram Hazare em um apartamento do leste da capital indiana e, após comprovar que pretendia seguir com seu plano, o prenderam, segundo fontes citadas pela agência local PTI.

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O septuagenário ativista, que havia escolhido como palco para seu protesto o parque Jai Prakash Narai, foi detido na presença de cerca de 500 seguidores. "Nós o detivemos porque ele não se retratou de sua posição de desafio às ordens proibitivas", justificou uma fonte da Polícia.

As autoridades também prenderam outros dois destacados ativistas ligados a Hazare: a primeira policial feminina indiana, Kiran Bedi, e Arvind Kejriwal. "Me deram a entender que me foi negada a permissão (para o protesto). Se for detido, continuarei com minha greve na prisão. Se me libertarem, voltarei ao lugar para continuar com o jejum", declarou Hazare nesta segunda-feira à imprensa.

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O ativista decidiu começar a greve de fome por um período indeterminado depois que uma equipe composta por ele e outros membros da sociedade civil não conseguiram chegar a um acordo com um comitê governamental para redigir uma minuta conjunta de lei contra a corrupção.

Em abril, Hazare já havia colocado o governo em xeque com um jejum que durou cinco dias, até que o Executivo cedeu às suas reivindicações e aceitou negociar com a sociedade civil uma nova legislação para combater as práticas corruptas. O ativista voltou a fazer greve de fome durante um dia em junho, em protesto pela atuação policial contra um popular guru, Baba Ramdev, que havia aderido à sua luta.

Nos últimos meses, vieram à tona vários escândalos de corrupção que puseram o Executivo indiano no olho do furacão. Segundo uma pesquisa recente, a maioria dos indianos acredita que o governo de seu país é corrupto (60%) e apoia os ativistas que lutam contra esta prática.