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Acusado de matar o cartunista Glauco ficará 3 anos em complexo médico

Da Redação ·
 Cadu frequentava a igreja criada por Glauco
fonte: Reprodução/RPC TV
Cadu frequentava a igreja criada por Glauco

A Justiça Federal determinou que Carlos Eduardo Sundfeld Nunes, o Cadu, fique recolhido por, no mínimo três anos, no Complexo Médico Penal do Paraná, em Piraquara – Região Metropolitana de Curitiba. Ele confessou ter matado o cartunista Glauco Vilas Boas e o filho Raoní, em um sítio de Osasco (SP).

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A guia de recolhimento definitiva foi assinada pelo juiz federal substituto Leandro Cadenas Prado, da 3ª Vara Federal Criminal de Foz do Iguaçu, na terça-feira (9).

De acordo com a determinação judicial, para que Cadu seja libertado, um laudo que prove que ele não apresenta mais perigo à sociedade deve ser apresentado. Não cabe recurso à decisão.

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Cadu foi acusado de cometer duplo homicídio, mas não foi julgado porque a Justiça o considerou inimputável, ou seja, incapaz de perceber a gravidade de seus atos.

Ele é portador de esquizofrenia paranoide e o consumo imoderado de substâncias alucinógenas teria agravado a doença.

O crime
Cadu frequentava a Igreja Céu de Maria, fundada por Glauco, e inspirada nos cultos do Santo Daime. Em 12 de março de 2010, o rapaz invadiu o sitio onde o cartunista vivia com a família e atirou contra as vítimas. Ele estava sob efeitos de maconha e haxixie no dia do crime.

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Cadu também foi acusado de três tentativas de homicídio contra agentes federais, roubo, porte de arma com numeração raspada e tortura.

O rapaz foi preso em março de 2010, na Ponte da Amizade, em Foz do Iguaçu (PR), ao tentar fugir para o Paraguai e desde então está preso no Complexo Médico Penal do Paraná.