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Obama transforma aniversário de 50 anos em evento de arrecadação

Da Redação ·
Diante de uma grande plateia em um auditório de Chicago, cidade onde fez carreira política, Obama foi bem acolhid
fonte: Arquivo
Diante de uma grande plateia em um auditório de Chicago, cidade onde fez carreira política, Obama foi bem acolhid

O presidente dos EUA, Barack Obama, transformou na quarta-feira sua festa de 50 anos em um evento de arrecadação de doações para a campanha à reeleição em 2012.

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Diante de uma grande plateia em um auditório de Chicago, cidade onde fez carreira política, Obama foi bem acolhido, depois do desgaste que sofreu nos últimos dias para aprovar o novo teto de endividamento do governo.

No discurso, e também numa teleconferência para seguidores em várias cidades que fizeram festas de aniversário para o presidente, Obama disse que poderá agora retomar o foco na geração de empregos, depois de sancionar na terça-feira o acordo sobre o endividamento. A lei foi aprovada poucas horas antes do prazo final, após dolorosas negociações com os republicanos para que o governo evitasse uma moratória.

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"Essa última semana foi uma semana frustrante", disse Obama, que completa 50 anos nesta quinta-feira.

Ele usou o conflito em torno da dívida e do déficit para dizer aos seus apoiadores que democratas e republicanos têm profundas divisões a respeito da política econômica, e que a eleição presidencial de novembro de 2012 "de certa forma poderá ser mais importante que a última (de 2008)".

Para aprovar o novo limite de endividamento, Obama concordou com 2,1 trilhões de dólares em cortes de gastos públicos ao longo da próxima década, mas a oposição resistiu à proposta governista de elevar impostos para as camadas mais ricas.

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Retomando a pré-campanha após um mês dedicado à negociação da dívida, Obama usou suas aparições para defender os resultados econômicos do seu governo. Disse que recebeu uma série de problemas do seu antecessor, o republicano George W. Bush, inclusive uma economia em situação pior do que ele e seus assessores imaginavam.

Os EUA têm atualmente um desemprego de 9,2 por cento, e seu crescimento econômico não consegue decolar. A crise da dívida deixou o país à beira de uma inédita moratória, com reflexos sobre as Bolsas.