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Risco de desabamento obriga moradores a saírem de casa

Da Redação ·
 Alguns moradores não têm como deixar suas casas e convivem com o risco
fonte: Reprodução/ TV BA
Alguns moradores não têm como deixar suas casas e convivem com o risco

Os moradores do loteamento São José, no bairro de Cajazeiras, em Salvador, estão tendo que abandonar as suas casas por causa de um problema na rede de drenagem. Os moradores contam que toda vez que chovia, o local ficava alagado, como a água não tinha para onde escorrer, entrava nas casas e encharcava o terreno, provocando deslizamento de terra. “Aqui alagava tudo, então a gente resolveu fazer uma vala”, conta Andrelina Nascimento, cozinheira.

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Seu Iran mora no bairro de Cajazeiras há 13 anos, mas agora a casa está abandonada. Há quatro meses ele foi obrigado a sair de casa, por causa do buraco que cresceu muito e se tornou um grande problema.

“É difícil porque a situação tem se agravado a cada ano e eu tive que abandonar a casa com minha família para que a gente sobrevivesse”, desabafa Iran Veras, pintor.

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Seu Crispim compartilha do sofrimento do vizinho, ele mora bem encima do barranco. “Causa muito medo não só a mim como à minha família. Não tenho para onde ir, porque não tenho recursos, estou desempregado, e até agora não tive como sair daqui”, revela Crispim Santos, desempregado.

“Já caíram umas quatro pessoas aí, até meu irmão, um outro camarada, que ainda está com o braço machucado e a perna ferida", contabiliza Irênio Cerqueira, pedreiro.

Os moradores do local entraram diversas vezes em contato com a prefeitura, mas não adiantou. O máximo que Seu Iran conseguiu foi um auxílio aluguel no valor de R$ 150,00. “Não é suficiente porque o aluguel nesta área custa cerca de R$ 400. A nossa casa tem três quartos e eles só nos deram dois meses. Eu gostaria de voltar para minha casa. Aqui eu já fiz parte da minha história, é um lugar bom de morar”, avalia Iran Veras, pintor.

A prefeitura de Salvador disse que a Defesa Civil esteve no loteamento São José e constatou que a casa de Seu Iran foi construída em uma área considerada de risco, por isso ele foi notificado e encaminhado para o serviço social do município. Em relação à encosta, a prefeitura disse que ela está incluída no plano de estudos da Sucop (Superintendência de Conservação e Obras Públicas do Salvador), mas como é uma obra de grande porte, a prefeitura precisa conseguir dinheiro com o Governo Federal para resolver o problema.