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Norueguês se rendeu com plano de promover ideias extremistas

Da Redação ·
 Rosa é vista em memorial improvisado em frente de Catedral de Oslo em homenagem às vítimas de massacre de 22 de julho na Noruega
fonte: AFP
Rosa é vista em memorial improvisado em frente de Catedral de Oslo em homenagem às vítimas de massacre de 22 de julho na Noruega

O fundamentalista cristão Anders Behring Breivik, de 32 anos, planejava se render assim que a polícia chegasse à Ilha de Utoya, de acordo com um manifesto de 1,5 mil páginas publicado horas antes do ataque duplo de 22 de julho na Noruega, que teve como primeiro alvo a sede do governo no centro de Oslo. O objetivo era, de acordo com o documento, propagandear seu nacionalismo extremista e suas opiniões antimuçulmanas em uma corte judicial, inspirando ataques similares em outros lugares, segundo o New York Times.

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Seus planos foram frustrados pela decisão judicial de que a primeira audiência sobre o caso, que durou 35 minutos na segunda-feira, ocorresse a portas fechadas - sem a presença do público ou da imprensa. Além disso, o juiz Kim Heger, que presidiu a sessão, negou seu pedido de comparecer com um uniforme e de ler trechos de seu manifesto na corte.

Além disso, Breivik escapou por pouco de não ser alvo de um disparo. De acordo com a Associated Press, a polícia da Noruega quase atirou nele quando chegou à Ilha de Utoya, onde o fundamentalista cristão anti-islâmico atacava há 90 minutos com uma pistola e um fuzil automático membros da ala juvenil do governista Partido Trabalhista em um acampamento de verão.

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Segundo o policial Anders Snortheimsmoen, seus oficiais quase dispararam ao pensar que o extremista estivesse com um cinturão com explosivos. "A decisão (de não atirar) foi tomada por uma pequena margem", disse à agência de notícias americana.

Na quarta-feira, a polícia contou que Breivik se rendeu rapidamente. De acordo com o líder do esquadrão antiterror Haavard Gaasbakk, policiais gritaram para o atirador ao se aproximar, e ele depôs as armas e posicionou suas mãos bem acima da cabeça. "Quando chegamos mais perto do local onde se ouviam disparos, começamos a gritar 'polícia armada' para chamar a atenção", disse Gaasbakk. "Chegamos a uma área de mata, e o suspeito estava bem à nossa frente com as mãos para cima", relatou.