Esportes

Três tenistas que quebraram recordes brasileiros

O tênis feminino do Brasil está vivenciando o melhor momento para a modalidade desde o fim da carreira de Maria Esther Bueno há 50 anos

Da Redação ·
Beatriz Haddad em ação pelo WTA de Saint Malo
fonte: Pierrick Contin/L'Open 35 de Saint-Malo
Beatriz Haddad em ação pelo WTA de Saint Malo

Superação, conquistas e recordes estabelecidos. O tênis feminino do Brasil tem presenciado feitos históricos ao longo dos últimos oito meses, sendo o melhor momento para a modalidade desde o fim da carreira de Maria Esther Bueno há 50 anos. Beatriz Haddad, Laura Pigossi e Carolina Meligeni são alguns exemplos de tenistas que têm quebrado recordes e, por consequência, movimentado as principais casas de apostas esportivas.

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31 de julho de 2021: a virada de chave para o tênis feminino

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Pode-se afirmar que a virada de chave para o tênis feminino no Brasil tem início no dia 31 de julho de 2021. Luisa Stefani e Laura Pigossi quebraram as expectativas nas Olimpíadas de Tóquio ao conquistarem a improvável e muito comemorada medalha de bronze. A dupla superou quatro match points, a falta de entrosamento, fuso horário, diversos testes de Covid-19, longas viagens e até uma apendicite para subirem ao pódio.

 A partir desta conquista histórica, coincidência ou não, outras tenistas mantiveram a modalidade em alta com mais recordes quebrados, algo que não se via desde o fim da carreira de Maria Esther Bueno, há 50 anos, que venceu 19 títulos de Grand Slam ao longo dos anos 50 e 60. Stefani, por exemplo, alcançou o top 10 do ranking mundial de duplas — recentemente, a brasileira conquistou o WTA de Montreal ao lado da canadense Gabriela Dabrowski.

 Além dela, Bia Haddad venceu em duas ocasiões tenistas top 3 do ranking: a primeira foi a americana Sloane Stephens, então número 4 do mundo, no WTA do México de 2019. Mais recentemente foi a vez da brasileira superar a grega Maria Sakkari, terceira melhor do mundo, de virada: parciais de 4/6, 6/1 e 6/2. O feito aconteceu pela segunda fase do WTA 1000 de Miami, nos Estados Unidos.

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 Por fim, a medalhista olímpica Laura Pigossi fez final de WTA nesta semana e subiu 86 posições no ranking. Assim como aconteceu em Tóquio, a brasileira foi sinônimo de superação: tendo iniciado na fase qualificatória, ela precisou ganhar dois jogos para entrar na chave principal. Depois, venceu quatro partidas até chegar na decisão, onde derrotou a colombiana Camila Osorio (33ª do ranking).

 É o melhor momento da tenista em sua carreira, ainda mais levando em conta que ela vinha de uma lesão delicada, em setembro do ano passado, quando torceu o joelho durante uma histórica semifinal de US Open.


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Bia Haddad mantém sequência vitoriosa para o tênis feminino

Se Beatriz Haddad já vinha quebrando recordes históricos, agora a tenista brasileira conquistou o maior título de simples da carreira. No último domingo (8), a número 1 do Brasil superou a russa Anna Blinkova, 135º do ranking, em sets diretos (7/6(3) e 6/3 em 2h04m) na final do WTA 125 de Saint Malo, na França.

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 Com a conquista do título inédito, a tenista saltou no ranking da WTA e alcançou a melhor posição da carreira: do 65º posto para o 52º, superando a 58ª posição que teve em setembro de 2017. Vivendo o melhor momento da carreira, a campeã aproveitou o Dia das Mães para dedicar a conquista às mulheres da sua vida.

 "Agradeço a minha família, que é a minha base e sempre esteve comigo nos momentos duros durante toda a minha carreira. Queria dedicar este título para a aniversariante de ontem, que é a minha madrinha, uma das pessoas mais importantes da minha vida, e também para a minha mãe e as minhas tias. Feliz Dia das Mães!", celebrou.

 Vale lembrar que a história de superação da tenista começou em 2019. Ela foi suspensa, erroneamente, por 10 meses acusada de doping. Entretanto, a brasileira provou sua inocência e mostrou às autoridades que houve uma contaminação cruzada na manipulação de vitaminas em farmácia.

 Após conquistas e momentos de superação, as tenistas Beatriz Haddad, Laura Pigossi e Carolina Meligeni, que recentemente conquistou vaga na semifinal de duplas do ITF W60 de Praga, já não são mais o futuro do tênis feminino no Brasil, mas, sem dúvidas, a realidade e inspiração para outras mulheres continuarem a fazer história na modalidade.

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