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Saul Canelo processa Oscar De La Hoya e DAZN e pede indenização de R$ 1,4 bilhão

Escrito por Da Redação
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O mexicano Saul Canelo Alvarez entrou com um processo contra Oscar De La Hoya, dono da Golden Boy Promotions e a plataforma DAZN no tribunal federal dos Estados Unidos para o Distrito Central da Califórnia, reivindicando uma indenização de pelo menos US$ 280 milhões (cerca de R$ 1,4 bilhão).

No processo de 24 páginas, cuja cópia foi obtida pelo site BoxingScene.com, o boxeador alega, entre outros motivos, quebra de contrato, interferência intencional em um contrato, interferência negligente em um contrato, fraude e violação do dever fiduciário relacionado ao acordo de cinco anos e 11 lutas no valor de um recorde de atleta de US$ 365 milhões (R$ 1,93 bilhão) que Alvarez assinou com o serviço de streaming DAZN nas primeiras horas da manhã de 17 de outubro de 2018.

Sob esse acordo, Alvarez deveria lutar duas vezes por ano, nos fins de semana de feriado mexicano em maio e setembro, por US$ 35 milhões (R$ 185 milhões) de garantias mínimas dos US$ 40 milhões (R$ 211 milhões) que a DAZN pagaria a Golden Boy para cada luta, exceto a primeira luta do negócio contra Rocky Fielding em dezembro de 2018 pelo qual Alvarez recebeu US$ 15 milhões (R$ 79 milhões).

O processo aponta que "apesar do sucesso de Alvarez, DAZN e Golden Boy quebraram as promessas que fizeram um ao outro, Alvarez, e aos fãs de boxe e ao fazerem isso, os réus violaram seus respectivos contratos e causaram danos a Alvarez de pelo menos US$ 280 milhões".

Canelo também pleiteia indenizações punitivas, honorários advocatícios, custas do processo e "uma determinação judicial de que ele é elegível para participar de lutas organizadas e promovidas por entidades que não a Golden Boy Promotions e transmitidas por outras entidades que não DAZN".

Sob o acordo com DAZN, Alvarez, de 30 anos de idade (53-1-2, 36 KOs), derrotou Fielding para ganhar um título secundário dos super-médios, voltou ao peso médio para superar Daniel Jacobs para unificar dois cinturões e subiu duas categorias para nocautear Sergey Kovalev no 11.º round de sua luta mais recente em novembro passado para ganhar um título mundial dos meio-pesados.

Desde então, entre a pandemia do novo coronavírus e as questões do contrato, Canelo não tem nenhuma luta alinhada e não está feliz com isso. "Eu sou o número 1 peso por peso do mundo. Não tenho medo de nenhum oponente no ringue e não vou deixar que falhas do meu locutor ou promotores me mantenham fora do ringue", disse Alvarez em um comunicado ao BoxingScene. "Eu abri a ação para que eu pudesse voltar ao boxe e dar aos meus fãs o show que eles merecem".

A DAZN queria que Alvarez lutasse pela terceira vez com Gennadiy GGG Golovkin, com quem também tinha contrato, depois que suas duas lutas terminaram em empate e uma disputada vitória por decisão majoritária do mexicano. A luta da trilogia parece uma das maiores lutas do boxe e DAZN esperava tê-la no ano passado, em vez da luta de Kovalev.

No início deste ano, de acordo com fontes, os lados fizeram um acordo para a luta acontecer este mês, após Alvarez enfrentar o campeão dos supermédios Billy Saunders em maio passado e Golovkin enfrentar seu desafiante obrigatório dos médios Kamil Szeremeta.

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