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Rival do Brasil, México investe no futebol e muda cenário dentro e fora de campo

Brasil e México se enfrentam em amistoso neste sábado, no Texas, com o futebol mexicano ficando novamente no centro das atenções. Com os clubes do país cada vez mais fortes e ousando em contratações, a dúvida é se tais investimentos finalmente vão refleti

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Escrito por (via Agência Estado)
Publicado em 08.06.2024, 12:55:00 Editado em 08.06.2024, 12:58:42
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Brasil e México se enfrentam em amistoso neste sábado, no Texas, com o futebol mexicano ficando novamente no centro das atenções. Com os clubes do país cada vez mais fortes e ousando em contratações, a dúvida é se tais investimentos finalmente vão refletir no desempenho da seleção dentro de campo.

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Na quarta-feira, o México foi goleado pela seleção uruguaia por 4 a 0 e não deixou boas impressões. Os mexicanos estão no Grupo B da Copa América e terão pela frente Equador, Venezuela e Jamaica na primeira fase. Apenas os dois primeiros colocados avançam para as etapas derradeiras. O torneio, que terá os Estados Unidos como sede, começa no dia 20 de junho.

O México sempre foi ousado financeiramente. Por lá, as equipes são privadas e contam com milhões para investimentos. Finalista do Mundial de Clubes em 2021, o Tigres pertence a uma universidade particular e a um poderoso grupo fabricante de cimento.

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De toda a elite do futebol local, somente o Pumas não tem um dono e é constituído por uma associação civil. Essa força monetária é evidenciada nas contratações - atualmente, são mais de 200 atletas estrangeiros atuando no país, mais do que o dobro do Campeonato Brasileiro. A maioria deles são sul-americanos, assim como no Brasil.

Alguns movimentos ousados aconteceram no último ano, como a saída de dois atletas da Premier League para a Liga Mexicana. Foi assim com o zagueiro Samir, revelado pelo Flamengo, e que em agosto de 2022 deixou o Watford para atuar no Tigres. Já o atacante Léo Bonatini, revelado pelo Cruzeiro, também em 2022 deixou o Wolves para jogar no San Luis.

"São movimentos ousados e que devem aumentar nos próximos anos, com protagonismo não apenas na parte técnica, mas também no campo dos eventos", alerta Renato Martinez, vice-presidente da Roc Nation, empresa de entretenimento comandada pelo cantor Jay-Z e que esteve envolvido em ambas as negociações.

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Dentro deste cenário, existe um outro acontecimento que tem despertado o interesse de brasileiros pelo México, que é a presença de treinadores do País por lá. André Jardine, que comandou a seleção brasileira olímpica e faturou o ouro nos Jogos de Tóquio em 2021, assumiu o San Luis em 2022, e na temporada passada transferiu-se para o poderoso América. Levou com ele um auxiliar brasileiro multicampeão na base do Palmeiras, o técnico Paulo Vitor.

Naquela ocasião, quem assumiu o posto de Jardine no San Luis foi justamente o ex-auxiliar de Jardine, Gustavo Leal. Há alguns dias, o contrato acabou se encerrando e não foi renovado. Quem assumiu a equipe em seu lugar foi um comandante conhecido do torcedor flamenguista, o francês Domenéc Torrent.

Por outro lado, Maurício Barbieri deixou o Red Bull Bragantino e assumiu o Juarez, em fevereiro deste ano. Com ele, são três treinadores brasileiros comandando times mexicanos - o outro é Tuca Ferretti, do Cruz Azul. Para especialistas, a presença de comandantes brasileiros deve fazer com que mais atletas do país atuem por lá. Esse impacto já refletiu em um acordo mais recente, do meia-atacante David Terans, que estava no Athletico e foi negociado com o Pachuca.

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"É um país muito bem estruturado, que sempre importou muitos jogadores de fora, especialmente argentinos. Acredito que essa expansão internacional possa ser acelerada com a disputa da Copa de 2026 e pela quantidade de eventos que envolvem todo aquele entretenimento bem trabalhado que conhecemos do mercado dos Estados Unidos. Como a presença de mexicanos por lá é muito grande, as oportunidades de intercâmbio cultural e de negócios entre os países aumentam", aponta Renê Salviano, CEO da Heatmap e especialista em marketing esportivo.

Pode se repetir algo parecido com o que acontece com jogadores argentinos - são mais de 100 no México, muito em razão da grande quantidade de técnicos dessa nacionalidade no país.

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"Os argentinos se adaptam mais rápido do que os brasileiros neste tipo de situação, e o fato de a Liga Mexicana ter muitos treinadores da Argentina contribuem para isso também. Mas esse movimento com a ida do Jardine, do Barbieri, que estão em times bem posicionados, pode contribuir para o crescimento de brasileiros", complementa Renato Martinez, da Roc Nation.

Existe um outro movimento, também ousado, que tem a ver com questões que vão além da parte técnica, como a disputa do Super Mundial, em 2025, e Copa do Mundo, em 2026, nos Estados Unidos, além de outros eventos como Copa América e Jogos Olímpicos. Até mesmo a ida de Messi e outros craques ao país têm a ver com esse crescimento visando todos esses eventos.

"A Leagues Cup, que já está acontecendo, é um torneio que coloca em evidência os times americanos e mexicanos, faz parte de uma integração que torna tanto a Liga Mexicana quanto a MSL mais competitivas", aponta Martinez.

O torneio que ele se refere conta com 47 times - incluindo os campeões da MLS Cup 2022 e da Liga MX, LAFC e Pachuca, que estão classificados automaticamente para a fase de oitavas de final. Os outros 45 times são divididos em grupos de três equipes, e brigam pelas vagas no mata-mata. Essa competição marcou a estreia de Messi em disputas internacionais.

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