Polícia investiga atleta da seleção de Cabo Verde por estupro de uma brasileira
Profissional brasileira contratada para atuar em delegação esportiva relata violência física e sexual na Oceania; laudos médicos confirmam lesões

A polícia da Nova Zelândia investiga uma denúncia de estupro envolvendo Ryan Mendes, capitão da seleção de Cabo Verde na Copa do Mundo, e uma brasileira que prestava serviços para a equipe. O crime teria ocorrido no dia 27 de março deste ano, no hotel onde a delegação estava hospedada na cidade de Auckland, durante a disputa de amistosos. O caso está sob apuração oficial das autoridades locais desde o início de abril. As informações são do ge.
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A vítima, que reside no país com visto de trabalho, foi contratada pela federação local de futebol para atuar como intérprete e dar suporte operacional à seleção estrangeira. Devido à natureza do trabalho, ela ficou hospedada no mesmo hotel dos atletas, permanecendo de plantão 24 horas para auxiliar a equipe.
De acordo com o relato registrado na polícia, a violência ocorreu na noite após o primeiro jogo da equipe, contra o Chile. A mulher conta que foi convidada para ir a uma das salas reservadas à seleção, acreditando que precisaria atuar como intérprete. Ao chegar e perceber que se tratava de uma confraternização, decidiu voltar para o seu quarto por não estar se sentindo bem.
Pouco tempo depois, a vítima ouviu batidas na porta e abriu, imaginando ser alguma solicitação de trabalho. A denúncia relata que, neste momento, o jogador invadiu o quarto. O atleta teria a agredido fisicamente com socos, mordidas e esganadura enquanto ela tentava se defender, culminando no estupro.
Ainda no local, a brasileira conseguiu fotografar marcas visíveis da agressão, como cortes na boca e hematomas no pescoço, pernas e lateral do corpo. As imagens foram entregues aos investigadores.
Na sequência, a mulher buscou ajuda em uma clínica especializada no amparo a sobreviventes de violência sexual, onde passou por avaliações médicas detalhadas. O laudo clínico apontou a presença de múltiplas manchas roxas no corpo, áreas de sensibilidade no couro cabeludo e lesões específicas na região genital, confirmando os sinais de violência.
Após receber os primeiros socorros e iniciar acompanhamento psicológico — que ainda está em andamento —, a vítima procurou a delegacia para registrar a ocorrência e foi submetida a exames periciais da própria polícia. Segundo a brasileira, a federação esportiva da qual o jogador faz parte foi procurada por ela, mas não ofereceu nenhum tipo de apoio. O caso segue tramitando na Justiça neozelandesa.
