Esportes

Pia confia na presença de Marta na próxima Olimpíada: 'Espero que ela queira'

Da Redação ·

Treinadora da seleção brasileira desde julho de 2019, Pia Sundhage espera ter a oportunidade de trabalhar com a meia-atacante Marta, uma das maiores estrelas do futebol nacional, por muito mais tempo. Mesmo atenta ao fato de que a craque está com 35 anos, se aproximando cada vez mais da aposentadoria, a sueca conta com ela para o novo ciclo do Brasil, iniciado com a vitória por 3 a 1 em amistoso contra a Argentina na última sexta-feira.

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O jogo preparatório contra as rivais foi o primeiro após os Jogos Olímpicos de Tóquio, portanto iniciou a preparação para os próximos desafios da seleção. Além de uma Copa América marcada para 2022, as brasileiras terão pela frente as disputas da Copa do Mundo em 2023 e da Olimpíada de Paris, em 2024.

Em entrevista ao Esporte Espetacular, da TV Globo, Pia afirmou que confia na possibilidade de Marta seguir com a seleção para a disputa dos Jogos na capital francesa. "Eu espero! Mas é tudo questão de ela ter paixão e realmente querer", disse a treinadora. "Espero que ela queira. Porque se ela quiser e estiver disposta a continuar a amar o jogo com toda paixão, ela pode ter um grande papel", completou.

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Ao falar sobre as condições físicas da atleta, a sueca disse estar pensando na opção de utilizá-la em uma posição que não exija tanta velocidade e na qual ela possa explorar suas qualidades como finalizadora. Conforme oficializado pela CBF na última sexta-feira, Marta tem 116 gols em 171 jogos pela seleção brasileira, o que faz dela a maior artilheira entre homens e mulheres. "Ela não é mais tão veloz, gostaria de vê-la mais perto do gol, mas depende do que ela quer", avaliou Pia.

Contra a Argentina, na sexta-feira, Marta jogou mais adiantada e foi substituída no intervalo. Durante a disputa dos Jogos Olímpicos de Tóquio, que terminou com o Brasil sendo eliminado para o Canadá nas quartas de final, a jogadora atuou mais longe do gol, o que, segundo Pia, era o melhor para o time naquele momento.

"A jogadora sabe qual função desempenha melhor. E na Olimpíada talvez jogar mais perto do gol fosse melhor pra ela, mas não para o time. E eu devo trazer a melhor resposta do time, então se você olhar para as nossas atacantes, ainda acho que foi a melhor solução nas quartas de final. Agora teremos novas jogadoras, talvez a gente mude um pouco nosso estilo, e amanhã (o futuro) pode ser diferente", comentou a treinadora. A seleção brasileira volta a enfrentar a Argentina, em novo amistoso, a partir das 16 horas de segunda-feira, no Estádio Almeidão, em João Pessoa.