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Palmeiras pode sonhar com Mundial; depois ficará difícil

Da Redação ·
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fonte: Pixabay\ ilustração

Desde a criação do Intercontinental, vários clubes brasileiros conseguiram gritar “É Campeão”. No histórico torneio, que teve versões ida e volta e depois um jogo único no Japão, Santos, Flamengo, Grêmio e São Paulo foram felizes em sua disputa.

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Em uma edição de transição, o Corinthians bateu o Vasco no Maracanã para também poder se intitular campeão do mundo e conseguiu o bi nessa nova versão do torneio, que também foi vencido pelo São Paulo e o Internacional. Na lista não está o Palmeiras.

Mas em 2022 isso pode mudar. Zinho, ídolo do Palmeiras, tetracampeão do mundo com a seleção e atualmente comentarista, está otimista com o Verdão. Em entrevista ao site Betway ele afirmou que não acha impossível ganhar.

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“Taticamente, como o Palmeiras é determinado, é aplicado, como o Abel Ferreira é um cara estrategista, se o Chelsea entrar em campo mais ou menos, não estiverem preparados, não estiverem com gana, dá para o Palmeiras”, declarou para a equipe da Betway, site de apostas online.

O Palmeiras tem uma grande chance contra o Chelsea e precisa aproveitá-la porque a partir das próximas edições a vida dos sul-americanos pode ficar muito mais difícil. Em vez de bater apenas um europeu, pode ter que superar vários.

O novo Mundial de Clubes?

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A ideia da FIFA é criar um novo formato para o Mundial de Clubes que é bastante diferente do atual, em cena desde 2005, e isso não vem agradando nem um pouco aos europeus.

É bem possível que o Palmeiras esteja disputando a última edição desse torneio nesses moldes. A ECA (Associação de Clubes Europeus) já se posicionou contra um possível novo Mundial de Clubes como foi desenhado pela FIFA.

A pressão é considerável ao consideramos que essa associação é formada por 200 equipes europeias.  O seu presidente considera um problema muito sério criar uma nova competição com um grande número de clubes na situação atual, onde temos um calendário apertado. Contudo, deixou a porta aberta para o diálogo.

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A ideia inicial da FIFA seria aumentar o número de clubes, passando dos 7 atuais para 24 participantes, com o objetivo de estimular o futebol de clubes no mundo inteiro.

Seriam oito equipes europeias e ao menos seis sul-americanas, com as vagas restantes de clubes de outros continentes. Com essa fórmula teríamos as grandes potências europeias na competição, como Bayern de Munique, Liverpool, Real Madrid, Barcelona, PSG e outros.

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No formato utilizado atualmente a Copa do Mundo de Clubes da FIFA, como é chamada agora a competição, temos a participação dos campeões das seis confederações continentais sendo: UEFA (Europa), CONCACAF (América do Norte, Central e Caribe), CONMEBOL (América do Sul), CAF (África), AFC (Ásia) e OFC (Oceania) e ainda o clube representante do país organizador da competição.

Mesmo após tantas edições o torneio mundial nunca foi o principal objetivo das grandes equipes europeias. Para esses clubes a maior competição sempre foi a Liga dos Campeões da Europa, não só pelo seu status, como também pelas altas somas distribuídas para os participantes e os que chegam mais longe.

Já para o futebol sul-americano essa é a única oportunidade de mostrar seu futebol para o mundo. Apesar desses clubes estarem obviamente em todos as edições do torneio, a disparidade entre o futebol do nosso continente e o do jogado pelas equipes europeias é abismal. O último representante do futebol sul-americano a ganhar a competição foi o Corinthians em 2012.

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São os europeus que mais ganharam esse troféu sendo que se tornaram campeões em 13 das últimas 14 edições.

Caso essa mudança ocorra, o nosso futebol precisará melhorar e muito para ter condições de competir com os gigantes europeus.

A FIFA planeja não só aumentar o número de clubes no Mundial como também realizá-lo de 4 em 4 anos e para criar um interesse maior na competição. Também distribuiria uma premiação bastante vultosa.

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Como o torneio estaria repleto de grandes equipes, ela poderia angariar um valor considerável sobre os direitos de transmissão e ter melhores patrocínios.

Hoje a Copa do Mundo de Clubes da FIFA traz muito pouco retorno financeiro à organizadora: algo em torno de 37 milhões de dólares. A estimativa é que com o novo formato o faturamento poderá passar dos 650 milhões de dólares.

Neste Mundial de Clubes atual, para se ter uma ideia, a FIFA pagará ao campeão do torneio a soma de 5 milhões de dólares. Um valor menor do que ganha o campeão da Copa Libertadores, que leva para seus cofres 16 milhões de dólares.

Se compararmos com a premiação oferecida na Liga dos Campeões a distância é absurda, somando os valores recebidos durante o torneio mais a premiação final, o clube ganhador poderá embolsar nada menos do que cerca de 80 milhões de Euros, ou seja, mais de 90 milhões de dólares.

A organização máxima do futebol acredita que o mundial nesse novo formato poderá ocorrer a partir de 2023. Entretanto, a questão será como adaptar um calendário internacional com inúmeros torneios de clubes e seleções as suas pretensões.