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Morre o ex-ponteiro Pinha, da seleção brasileira de vôlei, aos 52 anos

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O voleibol brasileiro está de luto. Morreu nesta quarta-feira o ex-ponteiro Fábio Paranhos Marcelino, o Pinha, que defendeu o País nos Jogos olímpicos de Atlanta, em 1996. A causa da morte não foi revelada. Ele tinha 52 anos e surgiu como um fenômeno na modalidade.

"A Confederação Brasileira de Voleibol lamenta profundamente o falecimento de Fábio Paranhos Marcelino, o Pinha, nesta quarta-feira, aos 52 anos. Pinha foi campeão mundial infantojuvenil em 1989, e juvenil em 1993. Pela seleção adulta, disputou os Jogos Olímpicos de Atlanta-96, além de edições da Liga Mundial e o Sul-Americano de 1995", escreveu a CBV, lamentando a morte.

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"Pinha partiu muito cedo, mas deixou sua marca na história do voleibol brasileiro. Era um atleta de muita força física, querido por todos. Nos próximos três dias, vamos homenagear o Pinha com um minuto de silêncio antes das partidas da Superliga. A CBV se solidariza com a família e os amigos deste grande atleta olímpico", afirmou Radamés Lattari, presidente da CBV.

Pinha começou sua carreira no Rhodia Pirelli e rodou por outras sete equipes brasileiras, entre elas o Fiat Minas, a Unisual e o Bento Gonçalves. Também passou pelo Espinho, em Portugal, até se aventurar nas quadras da Argentina por Sholem Sonder, Rosario Sodner, Chubut Voley e Tigre Voley, onde se aposentou em 2010.

Jogador de força, começou a defender o País ainda no infantojuvenil de 1989, no qual levou o ouro de maneira invicta. Repetiu a dose já no Juvenil, em 1993, também ganhando o título, em Rosário, na Argentina.

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A força e precisão nos ataques convenceu o técnico José Roberto Guimarães a convocá-lo para a seleção adulta, na qual jogou por três temporadas. Levou um bronze em Milão na Superliga Mundial de 1994, e fechou aquele ano com o quinto lugar do Mundial. Voltaria ao pódio pela Liga Mundial de 1995, com a prata, antes de fazer parte da campanha que terminou com novo quinto lugar, desta vez em Atlanta-1996. A passagem pela seleção foi breve por causa da fama de indisciplinado.

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