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Lewis Hamilton vai virar Lewis Larbalestier: piloto vai levar nome da mãe à F-1

Da Redação ·

Ainda nesta temporada, Lewis Hamilton, heptacampeão mundial de Fórmula 1, será conhecido por um outro nome. Ele anunciou que mudará seu nome completo, incorporando o sobrenome de sua mãe, Larbalestier, em seus documentos. A nova denominação, inclusive, pode ser adotada de forma oficial nas disputas da categoria.

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Conhecido pelo sobrenome herdado pelo pai, Anthony Hamilton, Lewis Carl Davidson Hamilton afirmou que está em processo de mudança do seu nome de batismo para homenagear a matriarca Carmen Larbalestier, que "perdeu" o sobrenome ao se casar com Anthony. Lewis é um ativista também dos direitos de gêneros e da luta contra o racismo, por exemplo. Foi ele quem trouxe com força o tema para dentro da F-1.

Durante entrevista concedida na Dubai Expo, realizada no último mês, o piloto da Mercedes afirmou que nunca entendeu bem as razões que levam uma mulher a perder o sobrenome quando se casa.

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"Estou muito orgulhoso do nome da minha família: Hamilton. Na verdade, nenhum de vocês deve saber que o sobrenome da minha mãe é Larbalestier. Estou prestes a colocar isso em meu nome. Realmente não entendo completamente a ideia de por que, quando as pessoas se casam, a mulher perde o nome. Eu realmente quero que o nome dela continue com o nome Hamilton", afirmou.

Filho de pais separados, que terminaram o matrimônio quando o britânico tinha apenas dois anos, Hamilton viveu com a mãe até os 12 anos de idade, quando passou a morar com o pai, que o introduziu ao mundo das corridas. Porém, a relação entre mãe e filho é boa. A matriarca do multicampeão já esteve presente em momentos importantes da carreira do filho.

No GP do México de 2017, quando Hamilton conquistou o tetracampeonato da Fórmula 1, Carmen estava no Autódromo Hermanos Rodriguez para celebrar o feito com o filho. Mais recentemente, no fim do último ano, o piloto foi condecorado como cavaleiro pelo Príncipe Charles, e fez questão de ter a mãe presente na cerimônia.

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Enquanto a mudança oficial não acontece, o britânico se prepara para a quarta etapa do mundial de F-1, que será realizada no próximo fim de semana, com o GP da Emília-Romagna, em Ímola, na Itália. Em um ano em que a Mercedes não desponta como favorita na disputa pelo título, o atual vice-campeão da categoria é apenas o quinto colocado no Mundial de Pilotos, com 28 pontos. Com isso, Hamilton se vê longe de brigar pelo octacampeonato neste momento, para superar de vez Michael Schumacher, e se isolar como maior campeão da história da F-1. Ferraris e Red Bulls andam na frente nesta temporada.

OUTRAS MUDANÇAS DE NOME NO ESPORTE

O caso de Lewis Hamilton não é novidade no mundo esportivo. Apesar de atletas costumeiramente serem conhecidos do início ao fim da carreira pelo mesmo nome ou alcunha, esportistas conhecidos e importantes já tomaram a mesma decisão que o britânico e alteraram seus nomes publicamente.

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O episódio mais emblemático de uma mudança de nome de um esportista foi a do boxeador americano Cassius Clay. Na década de 1960, já convertido ao islamismo, e consagrado no esporte, o pugilista passou a atender por Muhammad Ali, como é conhecido e tratado até hoje.

No Brasil, em 2020, o atacante do Flamengo, Gabriel Barbosa, popularmente conhecido por Gabigol, pediu que a alcunha deixasse de ser utilizada pela torcida e por jornalistas. O camisa 9 da equipe carioca, então, adotou o apelido de Gabi, utilizando-o, inclusive, na camisa. Passados dois anos do pedido, Gabi ainda não emplacou, de modo que ele segue sendo conhecido por Gabigol.

Lucas Moura, hoje no Tottenham, da Inglaterra, surgiu como grande revelação do São Paulo, em 2010. O atacante era chamado de Marcelinho pela semelhança física com o ex-jogador Marcelinho Carioca, ídolo do rival Corinthians. Quando se profissionalizou, pediu que fosse chamado pelo primeiro nome. Na Europa, passou a ser chamado de Lucas Moura.

No automobilismo, Hélio Castroneves é outro exemplo de mudança de nome. O vencedor de quatro edições das 500 Milhas de Indianápolis, chegou aos Estados Unidos no começo da década de 1990, para disputar as categorias de acesso à Fórmula Indy. Hélio Alves de Castro Neves, de batismo, o ribeirão-pretano viu os americanos adaptarem seu sobrenome, juntando Castro e Neves para formar Castroneves.