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Leila Pereira fala sobre machismo e reeleição no Palmeiras em programa de Ana Maria Braga

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Leila Pereira foi a convidada desta quinta-feira, do programa "Mais Você", da TV Globo. Em conversa com a apresentadora Ana Maria Braga, a primeira presidente mulher da história do Palmeiras defendeu que a ala feminina deve "brigar" pelo seu espaço, inclusive no futebol. Candidata à reeleição no clube, a mandatária também comentou sobre sua gestão, a parceria com o marido José Roberto Lamacchia, violência no futebol e a recente crise com dirigentes do São Paulo.

No bate-papo no café de Ana Maria Braga, Leila não deixou barato sobre o acordo da equipe tricolor com o Tribunal de Justiça Desportiva (TJD). O clube do Morumbi acertou pagar R$ 205 mil em multas para não ir a julgamento e correr risco de perder jogadores na sequência do Campeonato Paulista.

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O motivo foi uma discussão após o clássico com o Palmeiras. A crítica, misturada com alfinetada, veio quando Leila falava sobre os desafios de ser uma mulher em um cargo alto do futebol brasileiro.

"Até as críticas que recebo de parte da imprensa e de torcedores, se eu fosse homem elas não aconteceriam. Tem determinadas atitudes de dirigentes homens de um histerismo absurdo, que se é uma mulher, 'está louca, destemperada'", comentou.

"Recentemente aconteceu um fato com um rival. Esperávamos o julgamento. O que não pode acontecer são pedidos de desculpas falsos, abrindo precedentes complicados. Agora você pode xingar, que é só pagar uma multa e está tudo bem", concluiu Leila, fazendo menção indireta ao diretor são-paulino Carlos Belmonte.

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O assunto machismo no futebol foi o principal tema da conversa. Recentemente, o Palmeiras promoveu uma entrevista coletiva exclusiva para jornalistas mulheres, para o anúncio da renovação de Abel Ferreira até 2025. "Eu queria que os homens sentissem nesse período o que a gente sente desde que a gente nasce", comentou Leila no programa.

Apesar da postura, a mandatária não se considera feminista. "Eu nunca levantei nenhuma bandeira feminista. Sempre quis ser independente. Conheci muito jovem o meu marido, que sempre me incentivou muito. O maior feminista que eu conheço é o meu marido", disse referindo-se a Roberto Lamacchia. Os dois atuam juntos em empresas, como a Crefisa, principal patrocinadora do Palmeiras.

"A mulher tem de arregaçar a manga e mostrar o seu valor. Eu não posso ficar esperando as coisas acontecerem. Eu adoro decidir. Se você não sabe o que fazer, pergunte para mim, que eu sei. A gente toma decisão todo dia. Não tem ensaio. Eu não errei, aprendi. Tentar novamente. E assim a gente faz o Palmeiras", definiu sobre a sua gestão no clube. Leila concorre à reeleição, em novembro. Diferentemente de 2021, quando foi eleita em chapa única, ela terá adversários, um grupo de opositores que, pela primeira vez, se uniu, o Palmeiras Avante.

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LEILA QUER ABEL FERREIRA POR MAIS TEMPO E SE DIZ CONTRA TORCIDA ÚNICA

Ana Maria, que é palmeirense, comentou sobre a admiração por Abel Ferreira. Entre risos, as duas comentaram o polêmico temperamento do treinador português, que acumula expulsões no Brasil. Entretanto, Leila ponderou que o jeito dele é medido e reiterou que ele "sempre é punido por isso", fazendo menção ao caso do São Paulo.

"Todos conhecem o Abel como o excelente profissional que ele é. Um cara extremamente responsável, muito competitivo, como eu sou também. Eu não quero mudar o temperamento dele. Ele é um rapaz muito inteligente. Quando comete excessos, ele é punido por isso", justifica.

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Em seguida, a presidente confessou que quer renovar novamente o contrato do português. O vínculo do clube com o técnico termina em dezembro de 2025. Caso Leila continue na presidência no pleito deste ano, o mandato dela será no triênio 2025-2027. "Se eu for reeleita no Palmeiras, meu desejo é que o Abel fique comigo até o fim do meu mandato", disse.

Entre falas sobre destempero e competitividade, Leila Pereira lamentou situações como o ataque ao ônibus do Fortaleza, no Recife. Por outro lado, ela foi enfática em se posicionar contra a torcida única, prática comum em clássicos paulistas desde 2016 com objetivo de maior segurança.

"Tem de ter as duas torcidas. Assim, o espetáculo fica completo. E você proíbe a entrada de brigões no estádio". Leila aproveitou a oportunidade para brincar sobre o assunto em diálogo com Louro Mané, fiel escudeiro de Ana Maria Braga e torcedor do rival Corinthians.

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