Esportes

Jogos Olímpicos de Tóquio resgatam memória esportiva entre os torcedores

Da Redação ·

A história do esporte olímpico japonês não está presente nesta edição dos Jogos somente nas diversas arenas construídas para a primeira vez que Tóquio sediou o evento em 1964 e que agora estão sendo reutilizadas. O Museu Olímpico Japonês também virou ponto de resgate da memória esportiva do país e tem atraído milhares de pessoas todos os dias.

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Mesmo com o espaço interno fechado para visitação para evitar aglomerações em meio à pandemia, a chamada "área do monumento", ao ar livre, se transformou em um local de encontro de gerações na capital japonesa neste período de disputa dos Jogos Olímpicos. A reportagem do Estadão conversou com Chie Ueno, 64 anos, e Heita Harada, 17. Ambos nunca tinham ido ao museu e ficaram sabendo ali, por exemplo, que a primeira medalha de ouro do Japão foi conquistada nos Jogos de 1928, em Amsterdã, por Mikio Oda, no salto triplo. No chão em frente ao museu, os 15,21 metros alcançados por Oda estão eternizados, inclusive com as marcações dos passos dados pelo campeão olímpico.

Outro ponto de bastante interesse são as réplicas das piras olímpicas de edições anteriores dos Jogos, tanto de Verão como de Inverno, realizadas no Japão. Além da Olimpíada de Tóquio em 1964, o país foi sede dos Jogos de Inverno em 1972, na cidade de Sapporo, e 1998, em Nagano.

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Em um banco estão escritos os valores olímpicos e uma trilha foi formada na calçada com pedras marcadas com os locais e anos dos últimos Jogos Olímpicos. Ao lado estão as estátuas do Barão de Coubertin (fundador dos Jogos Olímpicos da era moderna) e de Kano Jigoro (criador do judô).

Os campeões na preferência do público, no entanto, são os aros olímpicos e a lojinha de venda de artigos relacionados aos Jogos. Mesmo com o intenso e úmido calor do verão japonês, centenas de pessoas formavam neste terça-feira uma longa fila que ia para além da "área do monumento" somente para tirar uma foto de recordação no símbolo olímpico

O estudante Ryo Yamaguchi, de 15 anos, aproveitou as férias da escola para ir até o museu e gostou do que viu, mesmo sem poder conhecer a área interna. "Meus amigos vieram antes e disseram que era legal. Vi coisas aqui que nem imaginava que existiam", contou.

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Na loja, o movimento é tão grande que um policial precisa controlar o fluxo de entrada e saída dos visitantes. Ali são comercializados centenas de produtos, dos mais variados tipos. Por 3 mil ienes (o equivalente a R$ 150), é possível comprar uma camisa oficial do Comitê Olímpico Japonês. Nas ruas, o modelo fluorescente é um dos mais vistos nos últimos dias.

Mesmo diante da rejeição de boa parte da população de Tóquio em relação aos Jogos por causa do temor de que o evento possa aumentar o número de infectados pelo novo coronavírus, o bom desempenho do time japonês na Olimpíada tem deixado muitos torcedores empolgados. No judô, um dos esportes mais populares do país, o Japão conquistou 12 medalhas, sendo nove de ouro. Se fosse um país, a equipe de judô japonesa estaria à frente do Brasil no quadro de medalhas.