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Diretores do Corinthians pedem demissão e ampliam dia caótico no clube

Horas após a Vai de Bet anunciar a rescisão de contrato com o Corinthians, a diretoria alvinegra sofreu outras duas baixas. Rozallah Santoro e Fernando Alba, diretor financeiro e diretor-adjunto de futebol, respectivamente, optaram por entregar os cargos.

Rodrigo Sampaio (via Agência Estado)

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Escrito por Rodrigo Sampaio (via Agência Estado)
Publicado em 07.06.2024, 15:38:00 Editado em 07.06.2024, 15:44:51
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Horas após a Vai de Bet anunciar a rescisão de contrato com o Corinthians, a diretoria alvinegra sofreu outras duas baixas. Rozallah Santoro e Fernando Alba, diretor financeiro e diretor-adjunto de futebol, respectivamente, optaram por entregar os cargos. As saídas devem ser formalizadas ao longo desta sexta-feira. Anteriormente, a polêmica do "laranja" envolvendo a intermediária do acordo com a patrocinadora já havia motivado a saída do diretor jurídico Yun Ki Lee do diretor jurídico adjunto Fernando Perino.

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Tanto Santoro quanto Alba fazem parte do grupo político Movimento Corinthians Grande, da tradicional Chapa 82, que apoiou Augusto Melo na eleição que tirou o grupo de Andres Sanchez após 16 anos no poder. A ala entende que o mandatário não cumpriu promessas de campanha e está insatisfeita após as seguidas polêmicas envolvendo o clube. A rescisão com a Vai de Bet como patrocinadora master foi a gota d'água para a decisão das saídas dos dirigentes.

Augusto Melo tomou posse em janeiro anunciando a Vai de Bet como nova parceira do clube. A marca do ramo das apostas esportivas ofereceu R$ 360 milhões por três temporadas, em parcelas mensais de R$ 10 milhões ao longo de 36 meses, para estampar a área mais nobre da camisa corintiana. O acordo se tornou, assim, o maior patrocínio da história do futebol nacional.

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O contrato do Corinthians com a Vai de Bet, ao qual o Estadão teve acesso, previa o também pagamento de 7% do montante líquido de cada parcela à Rede Media Social Ltda, intermediária do acordo entre as partes. Ou seja, 700 mil por mês ao longo de três anos, resultando em R$ 25,2 milhões ao fim do contrato.

Segundo reportagem publicada na coluna do jornalista Juca Kfouri, no Uol, após os pagamentos da comissão, a Rede Social Media Ltda repassou o parte dos valores por meio de PIX à Neoway Soluções Integradas em Serviços Ltda, empresa com endereço na Avenida Paulista que serviria como "laranja". Os pagamentos à intermediária teriam acontecido sem a anuência de Rozallah Santoro.

O caso é investigado pelo Departamento de Polícia de Proteção à Cidadania (DPPC). Ao Estadão, a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP) limitou-se a afirmar que "diligências estão em andamento visando o esclarecimento dos fatos". O Corinthians confirmou ter recebido a notificação e disse que vai colaborar com as investigações pois afirma ser "o maior interessado em esclarecer os fatos".

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O contrato também está sendo analisado pela Comissão de Ética e Justiça do Conselho Deliberativo do Corinthians. O parecer deve sair nos próximos dias e será convocada uma reunião extraordinária para pedir esclarecimentos a respeito do episódio.

CARLOS MIGUEL

Além da saída dos dirigentes e da Vai de Bet, uma terceira polêmica marcou a manhã dos torcedores corintianos. O goleiro Carlos Miguel, de 25 anos, tem duas propostas do futebol inglês e sinalizou à diretoria que pretende aceitar uma das ofertas, deixando o clube na janela de transferências de julho. A multa rescisória do jogador, estipulada em 4 milhões de euros (R$ 22,8 milhões), é considerada baixa e os interessados já sinalizaram que estão dispostos a pagar o valor.

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Carlos Miguel foi alçado ao time titular após as seguidas falhas de Cássio. Por sua vez, o ídolo do clube recusou a reserva e decidiu encerrar a trajetória de 12 anos na meta alvinegra para fechar com o Cruzeiro, antecipando o fim do seu contrato, cujo vínculo ia até dezembro. Sem Cássio e com a possibilidade de Carlos Miguel sair, a tendência é de que Matheus Donelli, considerada terceira opção para a vaga, ganhe oportunidades. Não está descartado, ainda, o clube ir ao mercado atrás de reforço para a posição.

RISCO DE "TRANSFER BAN"

Um outro assunto agitou o dia do Corinthians nesta sexta-feira. Segundo o jornal Gazeta Esportiva, o Santos Laguna, do México, deve acionar a Fifa por atraso no pagamento da segunda parcela referente à compra do zagueiro Félix Torres. Assim, o clube alvinegro corre risco de sofrer "transfer ban" e ficar impossibilitado de inscrever novas contratações. O movimento acontece a cerca de um mês da abertura da janela de transferências de julho.

De acordo com a publicação, a parcela atrasada é de cerca de R$ 5,8 milhões. Existiria também uma multa de 15% do valor da parcela em caso de atraso. O Corinthians concordou em pagar U$ 6,5 milhões (cerca de R$ 31,5 milhões) ao Santos Laguna pela contratação do zagueiro equatoriano.

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