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Corinthians marca no fim e vai à prorrogação, mas fica com o vice no Mundial de Clubes feminino

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Na primeira edição do Mundial de Clubes feminino da Fifa, o Corinthians ficou com vice-campeonato. Diante do Arsenal, uma das melhores equipes do mundo, as Brabas fizeram um jogo de superação, empataram por 2 a 2 com um gol de pênalti no último minuto, mas perderam na prorrogação por 3 a 2 neste domingo, em Londres, na Inglaterra.

O time inglês foi campeão porque impôs sua superioridade técnica, melhor organização tática e aproveitou as falhas da defesa corintiana em dois gols. As inglesas tiveram posse de bola superior a 60%, sempre "empurrando" o time brasileiro para dentro de sua área.

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Outro fator pesou na balança: a diferença de calendário e de condição física. Enquanto as brasileiras estão iniciando a temporada; as inglesas estão em plena disputa das competições. Desconfortável, o Corinthians apostou nas faltas e nos escanteios.

Dono do título da Champions League feminina na temporada 2024/25 e melhor time do mundo de acordo com a Bola de Ouro, da revista France Football, a equipe inglesa mostrou variações táticas que encurralaram a zaga corintiana. Por isso, a goleira Letícia foi a melhor em campo.

Os ataques ingleses, ora pelas laterais, ora pelo centro da defesa, faziam com que a bola sempre rondasse a área corintiana. Foi assim que saiu o primeiro gol, aos 14, com Olivia Smith, após falha da defesa corintiana.

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Campeão da Libertadores no ano passado, o Corinthians conseguiu uma resposta rápida e importante seis minutos depois. O empate veio com a jogada mais forte: a bola parada. Após escanteio, Gabi Zanotti empatou.

Além da qualidade técnica, as Gunners tiveram a vantagem de decidir o título em casa, no Emirates Stadium, em Londres. Mas a vantagem foi pequena. No duelo das torcidas, a partida foi mais equilibrada. Mesmo em menor número, os corintianos cantaram o jogo todo, lembrando o clima na Neo Química Arena, em Itaquera.

Novamente "rodando" a bola com paciência e precisão, em busca de espaço no segundo tempo, o Arsenal conseguiu o segundo gol aos 13 minutos com Wubben-Moy, de cabeça. A vantagem no placar refletia a superioridade inglesa.

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O time inglês desperdiçou várias oportunidades e não conseguiu transformar seu volume de jogo em vantagem numérica.

Foi aí que entrou a velha mística corintiana. No último lance do tempo normal, a árbitra mexicana Katia Mendoza anotou pênalti com auxílio VAR. Victória Albuquerque converteu com um chute no meio do gol: 2 a 2.

Na prorrogação, outro erro da defesa corintiana, agora com Duda Sampaio. Bola perdida no meio. Contra-ataque letal. Foord avançou, chutou cruzado e definiu a final.

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